Nova investigação detalha estrutura da facção e revela chefes de departamentos digitais e de auditoria.
Por Redação, com Agenda do Poder – de São Paulo
O Primeiro Comando da Capital (PCC) segue ampliando suas estruturas internas. Uma investigação do Departamento de Inteligência Policial (Dipol) da Polícia Civil de São Paulo revelou que a facção possui atualmente 12 “sintonias” — setores responsáveis por funções específicas dentro do grupo criminoso.

O levantamento mostra que 61 dos 100 integrantes da cúpula estão presos, mas a facção mantém operações estratégicas em diversas áreas, tanto no Brasil quanto internacionalmente. Entre os novos setores, destacam-se a Sintonia da Internet e Redes Sociais e o chamado Setor do Raio X.
A Sintonia da Internet tem como principal função gerenciar a comunicação online da facção. Ela coordena contatos entre membros por aplicativos, redes sociais e e-mails criptografados, garantindo segurança e discrição nas mensagens internas.
Além disso, essa ala monitora publicações e conteúdos nas redes sociais, prevenindo vazamentos e protegendo a imagem da organização. O setor oferece suporte digital, funcionando como núcleo técnico e de comunicação da facção.
De acordo com o Dipol, os líderes dessa sintonia são os presos André Luiz de Souza, conhecido como Andrezinho, e Eduardo Fernandes Dias, o Destino, que respondem diretamente à Sintonia Final, liderada pelo chefe máximo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Setor do Raio X
O Setor do Raio X atua como uma corregedoria interna, auditando contas e avaliando o comportamento dos integrantes do PCC. A função desse departamento é inspecionar, investigar e monitorar todas as operações financeiras e administrativas da facção.
Conforme o organograma da organização criminosa, esse setor seria comandado por Gratuliano de Souza Lira, o Quadrado, cuja defesa também não foi localizada. A criação desse departamento mostra a preocupação do PCC em manter controle rigoroso sobre seus membros e recursos.
O PCC é considerado a maior organização criminosa do país, com faturamento anual estimado em R$ 10 bilhões. Entre suas atividades estão o tráfico internacional de drogas, a infiltração em setores econômicos e até a participação em contratos públicos.
A facção está presente em pelo menos 28 países, incluindo regiões da Europa, Ásia e até Turquia e Japão. A expansão internacional reforça a necessidade de setores especializados, como a Sintonia da Internet e o Setor do Raio X, para manter a segurança e eficiência das operações.