Rio de Janeiro, 19 de Fevereiro de 2026

PCC estrutura setores digitais e de fiscalização, aponta polícia

Investigação revela 12 setores do PCC, incluindo unidades digitais e de auditoria, destacando a complexidade da facção criminosa.

Quinta, 19 de Fevereiro de 2026 às 12:58, por: CdB

Nova investigação detalha estrutura da facção e revela chefes de departamentos digitais e de auditoria.

Por Redação, com Agenda do Poderde São Paulo

O Primeiro Comando da Capital (PCC) segue ampliando suas estruturas internas. Uma investigação do Departamento de Inteligência Policial (Dipol) da Polícia Civil de São Paulo revelou que a facção possui atualmente 12 “sintonias” — setores responsáveis por funções específicas dentro do grupo criminoso.

PCC estrutura setores digitais e de fiscalização, aponta polícia | Investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta que o PCC tem 12 sintonias em sua estrutura
Investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta que o PCC tem 12 sintonias em sua estrutura

O levantamento mostra que 61 dos 100 integrantes da cúpula estão presos, mas a facção mantém operações estratégicas em diversas áreas, tanto no Brasil quanto internacionalmente. Entre os novos setores, destacam-se a Sintonia da Internet e Redes Sociais e o chamado Setor do Raio X.

A Sintonia da Internet tem como principal função gerenciar a comunicação online da facção. Ela coordena contatos entre membros por aplicativos, redes sociais e e-mails criptografados, garantindo segurança e discrição nas mensagens internas.

Além disso, essa ala monitora publicações e conteúdos nas redes sociais, prevenindo vazamentos e protegendo a imagem da organização. O setor oferece suporte digital, funcionando como núcleo técnico e de comunicação da facção.

De acordo com o Dipol, os líderes dessa sintonia são os presos André Luiz de Souza, conhecido como Andrezinho, e Eduardo Fernandes Dias, o Destino, que respondem diretamente à Sintonia Final, liderada pelo chefe máximo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Setor do Raio X

O Setor do Raio X atua como uma corregedoria interna, auditando contas e avaliando o comportamento dos integrantes do PCC. A função desse departamento é inspecionar, investigar e monitorar todas as operações financeiras e administrativas da facção.

Conforme o organograma da organização criminosa, esse setor seria comandado por Gratuliano de Souza Lira, o Quadrado, cuja defesa também não foi localizada. A criação desse departamento mostra a preocupação do PCC em manter controle rigoroso sobre seus membros e recursos.

O PCC é considerado a maior organização criminosa do país, com faturamento anual estimado em R$ 10 bilhões. Entre suas atividades estão o tráfico internacional de drogas, a infiltração em setores econômicos e até a participação em contratos públicos.

A facção está presente em pelo menos 28 países, incluindo regiões da Europa, Ásia e até Turquia e Japão. A expansão internacional reforça a necessidade de setores especializados, como a Sintonia da Internet e o Setor do Raio X, para manter a segurança e eficiência das operações.

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