Procon e Secretaria de Defesa do Consumidor também fizeram ação em conjunto nos blocos do Rio. Fiscalização mirou bebidas falsificadas, produtos sem procedência, alimentos vencidos e falta de acessibilidade.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Sete camarotes foram multados durante os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí.

A ação de fiscalização foi feita em conjunto entre a Secretaria de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon-RJ.
No sambódromo, as ações tiveram como principal foco a falta de acessibilidade. Alguns estabelecimentos descumpriram normas básicas, como a exposição clara de preços e a afixação do cartaz do Procon 151.
– A acessibilidade não é diferencial, é obrigação legal. Quando um espaço não garante condições adequadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, ele fere direitos básicos do consumidor, como a igualdade, a segurança e a adequada prestação do serviço – disse Gutemberg Fonseca, secretário de Defesa do Consumidor.
A fiscalização também foi feita nos blocos de rua da região central e na Zona Sul da capital fluminense. Um balanço divulgado na terça-feira informou que foram apreendidos cerca de 50 litros de bebidas com indícios de falsificação ou sem procedência. Os agentes também fizeram notificações por oferta de alimentos vencidos.
Arquidiocese do Rio
A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro divulgou uma nota pública manifestando preocupação com a utilização de símbolos da fé cristã e da instituição familiar em manifestações culturais, informa o colunista Ancelmo Gois, do diário conservador carioca O Globo. Embora o texto não mencione diretamente a Acadêmicos de Niterói, a escola é apontada como destinatária da manifestação, após apresentar na Marquês de Sapucaí um enredo que gerou controvérsia.
Durante o desfile, a agremiação levou à avenida uma ala que retratava “neoconservadores em conserva”, descrita pela própria escola como “um grupo que atua fortemente em oposição a Lula, incluindo evangélicos, votando contra a maioria das pautas defendidas por ele”.
A representação provocou reações de diferentes setores da sociedade, incluindo entidades religiosas e instituições civis.
Posicionamento
Na nota oficial, a Arquidiocese afirma que “manifesta sua preocupação a respeito da utilização de símbolos da fé cristã e da instituição familiar em manifestações culturais de maneira que compreendemos como ofensiva”.
O texto reconhece a relevância da cultura popular como parte da identidade nacional, mas ressalta a necessidade de limites.
“A cultura popular é expressão da identidade brasileira, espaço de criatividade, encontro e alegria”, afirma a Arquidiocese. Contudo, acrescenta que “é preciso que tais manifestações respeitem convicções religiosas profundas e valores que estruturam a vida social e são invioláveis para as pessoas desta cidade”.
A nota também pondera que a alegria e a celebração são legítimas quando vividas de forma respeitosa. Segundo o documento, “a Arquidiocese reconhece a alegria, vivida de forma saudável e respeitosa, é legítima e enriquece a vida cultural. Situações pontuais de desrespeito não representam a riqueza e a diversidade cultural da cidade, que devem ser sempre espaços de inclusão, diálogo e convivência democrática.”
OAB-RJ
Além da manifestação da Igreja, a Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro também se posicionou sobre o episódio. A OAB-RJ emitiu nota de repúdio contra a escola, apontando que teria ocorrido “intolerância religiosa” durante a apresentação.