Mariângela Fialek ganhou projeção no meio político brasiliense por atuar diretamente na gestão do chamado ‘Orçamento secreto’ entre 2021 e 2022, período em que Lira esteve à frente da Casa.
Por Redação – de Brasília
Com a apreensão por parte da Polícia Federal (PF) de uma série de planilhas com informações sobre emendas parlamentares de deputados, durante a ‘Operação Transparência’, realizada em dezembro de 2025, o deputado Arthur Lira (PP-AL) volta ao centro das suspeitas de liderar um esquema ilegal de manipulação de recursos federais. O material foi encontrado em um endereço ligado à advogada Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que atuou como braço-direito do parlamentar alagoano, no período em que ele presidiu a Câmara.

Mariângela Fialek ganhou projeção no meio político brasiliense por atuar diretamente na gestão do chamado ‘Orçamento secreto’ entre 2021 e 2022, período em que Lira esteve à frente da Casa. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos tanto na residência da advogada quanto em seu antigo gabinete na Presidência, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
Lógica
Além de documentos físicos, os investigadores localizaram um computador antigo que armazenava a maior parte das planilhas. Os arquivos permanecem sob análise da PF desde a apreensão. Um dos principais focos da apuração é verificar se os dados correspondem ao registro das emendas de relator, conhecidas por conter uma série de irregularidades.
A PF ainda verifica se os documentos detalham a distribuição das emendas entre parlamentares e se revelam a lógica de divisão dos recursos, possivelmente orientada por interesses políticos de Arthur Lira e de outros líderes políticos. A suspeita central é que Mariângela Fialek tenha exercido papel estratégico na organização e possível desvio dos recursos públicos.