Segundo o estudo, o número máximo de dias trabalhados na semana, para 71% dos entrevistados, deveria ser reduzido, enquanto 27% acreditam que não deveria; 3% não opinaram. O questionário foi aplicado entre os dias 3 e 5 deste mês.
Por Redação – de São Paulo
A maioria absoluta dos brasileiros aprova o fim da escala 6×1. A proposta, em debate no Congresso, tem ganhado a simpatia dos trabalhadores e avança, em relação ao levantamento realizado no final de 2024, aponta pesquisa do Instituto DataFolha publicada neste domingo.

Segundo o estudo, o número máximo de dias trabalhados na semana, para 71% dos entrevistados, deveria ser reduzido, enquanto 27% acreditam que não deveria; 3% não opinaram. O questionário foi aplicado entre os dias 3 e 5 deste mês.
A pesquisa revela que o apoio tem crescido ao longo do tempo. No estudo realizado pelo instituto entre 12 e 13 de dezembro de 2024, 64% se manifestaram a favor da medida, e 33% se posicionaram contra.
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios pelo Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Impacto
O Instituto perguntou sobre o impacto para as empresas e, nesse ponto, as opiniões se dividem. Para 39%, os efeitos serão positivos, e outros 39% acreditam que serão negativos. Mas esses números negativos também estão em queda. No levantamento anterior, feito em dezembro de 2024, um percentual de 42% apontava para efeitos negativos para as empresas.
No campo acadêmico, as opiniões também se dividem entre aqueles que apontam elevação de custos para as empresas, eliminação de vagas formais e redução do PIB (Produto Interno Bruto) e quem prova, com base em estudos realizados, que que não haverá desemprego significativo; que a elevação das despesas ocorre uma única vez e que a alta poderá ser diluída se houver planejamento.
Quanto aos impactos esperados para os trabalhadores, o DataFolha indica que 76% acreditam que a redução da jornada será ótima ou boa para a qualidade de vida. Entre aqueles que trabalham até cinco dias por semana, esse índice é de 81%, ante 77% entre os que trabalham seis ou sete dias.