Rio de Janeiro, 08 de Maio de 2026

Relações entre o Brasil e os EUA mudaram, após a visita de Lula

Após a reunião entre Lula e Trump, o ambiente político entre Brasil e EUA se transforma, abrindo caminho para novas negociações e acordos comerciais.

Sexta, 08 de Maio de 2026 às 20:35, por: CdB

Para o principal conselheiro de Lula em política externa, o encontro teve importância política por abrir espaço para negociações posteriores.

Por Redação – de Brasília

Assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, o diplomata Celso Amorim afirmou, nesta sexta-feira, que o ambiente político entre Brasil e Estados Unidos mudou após a reunião ocorrida na véspera entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu contraparte norte-americano Donald Trump, na Casa Branca.

Relações entre o Brasil e os EUA mudaram, após a visita de Lula | O ex-chanceler Celso Amorim participa das grandes negociações mundiais
O ex-chanceler Celso Amorim participa das grandes negociações mundiais

Amorim avaliou, em entrevista ao canal norte-americano de TV CNN que o encontro de cerca de três horas teve saldo “muito positivo” e ajudou a criar bases políticas para que os dois países avancem em conversas sobre diferentes temas da relação bilateral. 

— É isso que cabe fazer a chefes de Estado. O humor mudou e os acordos virão das conversas entre ministros e técnicos — afirmou Amorim.

 

Tratativas

Para o principal conselheiro de Lula em política externa, o encontro teve importância política por abrir espaço para negociações posteriores. Segundo Amorim, a aproximação entre os dois presidentes permite que áreas técnicas dos governos deem sequência a tratativas comerciais e diplomáticas.

O assessor afirmou ainda que o caminho entre Brasil e Estados Unidos “está pavimentado”. A avaliação indica que, depois de um período de relação conturbada e de críticas públicas entre Lula e Trump, os dois governos passaram a contar com um ambiente mais favorável para dialogar.

Após o encontro, Lula disse que espera a retirada das tarifas que ainda atingem produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. O presidente também afirmou estar disposto a negociar um acordo com o governo norte-americano sobre a exploração de terras raras, e metais estratégicos, em território brasileiro.

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