A delegação espelha a amplitude da pauta prevista para as conversas com Trump.
Por Redação – de Brasília
Acompanham o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua visita à Casa Branca cinco ministros, o diretor-geral da Polícia Federal (PF) e integrantes das áreas econômica e diplomática do governo, em uma agenda voltada ao comércio e à segurança; além de outros temas sensíveis como o PIX e as terras raras. Assuntos internacionais de interesse dos dois países também constam da pauta.

A comitiva presidencial terá o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Rosa; das Minas e Energia, Alexandre Silveira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
A delegação espelha a amplitude da pauta prevista para as conversas com Trump. O encontro tende a abordar; além dos assuntos econômicos, diplomáticos e de segurança, incluindo comércio, terras raras, combate ao crime organizado, os conflitos internacionais, a investigação norte-americana sobre a preservação do meio ambiente e o cenário eleitoral brasileiro.
Suporte
Os representantes da equipe econômica, integrantes da diplomacia brasileira e auxiliares diretos do Palácio do Planalto que participam da viagem atuam no suporte técnico às reuniões e devem acompanhar as discussões conduzidas pelo presidente. A reunião entre Lula e o presidente norte-americano não terá status de visita de Estado.
A visita foi classificada por ambos os países como uma reunião de trabalho, formato que indica uma agenda mais objetiva e concentrada em temas específicos da relação entre Brasil e Estados Unidos. O encontro vinha sendo articulado desde março, mas foi adiado em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e ao envolvimento dos Estados Unidos no conflito.
Este será o terceiro contato pessoal entre Lula e Trump desde que o presidente brasileiro assumiu o mandato. Os dois já haviam se encontrado em 2025, na Malásia, durante uma Cúpula da ASEAN, e também durante a Assembleia Geral da ONU, realizada anualmente em Nova York, nos Estados Unidos.
Cautela
Embora o clima descrito para a cúpula seja considerado favorável, integrantes do Itamaraty mantêm cautela diante do perfil de Trump. Um dos diplomatas comentou com a mídia conservadora que, por se tratar do atual presidente dos Estados Unidos, é necessário estar preparado para eventuais mudanças de última hora no diálogo. Ainda assim, os sinais enviados por Washington foram classificados como tranquilizadores.
Um dos gestos avaliados positivamente pela diplomacia brasileira foi a decisão de Trump de incluir rapidamente o encontro com Lula em sua agenda internacional após a retomada parcial das reuniões externas, que haviam sido afetadas pela guerra contra o Irã.
A reunião ocorrerá na sequência da visita de Estado do rei Charles à Casa Branca. O encontro entre Lula e Trump estava previsto inicialmente para março, mas acabou suspenso em razão do conflito no Oriente Médio.