O levantamento nacional indica que a disputa está aberta no cenário mais polarizado testado pelo instituto, com 7% de votos nulos ou brancos e 6% de eleitores que não sabem ou não responderam.
Por Redação – de Brasília
Pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Real Time Big Data mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 44% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 43%, em uma simulação de segundo turno das eleições presidenciais. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento nacional indica que a disputa está aberta no cenário mais polarizado testado pelo instituto, com 7% de votos nulos ou brancos e 6% de eleitores que não sabem ou não responderam. O dado central da pesquisa, no entanto, é que a diferença de um ponto percentual entre Flávio e Lula no segundo turno não permite apontar vantagem estatística de um sobre o outro.
Pela margem de erro, Flávio pode oscilar de 42% a 46%, enquanto Lula pode variar de 41% a 45%, o que mantém os dois tecnicamente empatados.
Cenários
O estudo também formulou outros cenários de segundo turno entre Lula e nomes da direita ou de oposição ao governo. Contra Ciro Gomes, o presidente aparece com 43%, e Ciro também marca 43%, com 8% de votos nulos ou brancos e 6% de indecisos. Contra Ronaldo Caiado, Lula tem 43%, e o governador de Goiás aparece com 42%, também em empate técnico, com 9% de nulos ou brancos e 6% que não sabem ou não responderam.
Em uma disputa com Romeu Zema, Lula registra 43%, ante 39% do governador mineiro. Nesse cenário, nulos e brancos somam 11%, e 7% não sabem ou não responderam. Já contra Renan Santos, Lula aparece com 48%, enquanto o dirigente do Missão marca 24%; nulos e brancos são 13%, e os indecisos chegam a 15%.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, Lula aparece com 31%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 24%. Jair Bolsonaro é citado por 3%. Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Tarcísio de Freitas e Ciro Gomes aparecem com 1% cada. Os que declaram voto nulo, branco ou em nenhum candidato somam 14%, e os que não sabem chegam a 24%.
Estimulado
No primeiro cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34%. Ronaldo Caiado aparece com 5%, Romeu Zema tem 4%, Renan Santos marca 3%, e Augusto Cury, Aldo Rebelo e Cabo Daciolo registram 1% cada. Votos nulos ou brancos somam 6%, e 5% não sabem ou não responderam. Rui Costa Pimenta, Samara Martins, Edmilson Costa e Hertz Dias não atingem 1%.
No segundo cenário estimulado, com a presença de Ciro Gomes, Lula aparece com 38%, e Flávio Bolsonaro, com 33%. Ronaldo Caiado, Ciro Gomes e Romeu Zema registram 4% cada. Renan Santos tem 3%, enquanto Augusto Cury, Aldo Rebelo e Cabo Daciolo marcam 1% cada. Nulos e brancos somam 6%, e 5% não sabem ou não responderam.
Ainda no primeiro cenário estimulado, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados entre os homens, ambos com 36%. Entre as mulheres, Lula registra 43%, e Flávio, 32%. No recorte por idade, Lula tem 37% entre eleitores de 16 a 34 anos, 39% entre os de 35 a 59 anos e 44% entre os de 60 anos ou mais. Flávio marca 36%, 36% e 28%, respectivamente.
Por região
Por renda, Lula alcança 46% entre eleitores que recebem até dois salários mínimos, contra 30% de Flávio. Na faixa de dois a cinco salários mínimos, Flávio aparece com 39%, e Lula, com 37%. Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, Flávio marca 36%, e Lula, 30%.
O recorte religioso também mostra diferenças relevantes. Entre católicos, Lula tem 43%, e Flávio, 31%. Entre evangélicos, Flávio aparece com 41%, e Lula, 31%. Entre eleitores de outras religiões ou sem religião, Lula marca 44%, e Flávio, 33%.
Regionalmente, no primeiro cenário estimulado, Lula e Flávio empatam no Sudeste, com 36% cada. No Nordeste, Lula abre vantagem, com 52%, contra 25% de Flávio. No Sul, Flávio marca 43%, e Lula, 32%. No Norte, ambos aparecem com 36%. No Centro-Oeste, Lula e Flávio também aparecem empatados, com 33% cada, enquanto Ronaldo Caiado chega a 14%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o levantamento do Real Time Big Data, foram ouvidas 2 mil pessoas em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio, com índice de confiança de 95%.