O programa, contido em uma Medida Provisória (MP) assinada por Lula nesta segunda-feira, entra em vigor nesta terça-feira e terá prazo de 90 dias. O lançamento do novo Desenrola foi realizado em cerimônia no Palácio do Planalto.
Por Redação, com ABr – de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, nesta segunda-feira, uma nova versão do Desenrola, programa de renegociação de dívidas dos brasileiros, uma medida com peso importante na tentativa de reeleição do presidente da República.

Lula e seu entorno avaliam que o endividamento do eleitorado é um dos principais motivos para a popularidade do petista não decolar. Ele aparece nas pesquisas empatado em intenção de voto para segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O programa, contido em uma Medida Provisória (MP) assinada por Lula nesta segunda-feira, entra em vigor nesta terça-feira e terá prazo de 90 dias. O lançamento do novo Desenrola foi realizado em cerimônia no Palácio do Planalto.
Freguês
Participaram do anúncio; além de Lula, os ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Paulo Pereira (Empreendedorismo). Também estava presente a ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação).
Em seu discurso, Lula falou que não há sentido uma pessoa ficar com o nome sujo por uma dívida pequena chamou os juros de escorchantes.
— O mercado transforma esse cidadão num clandestino. Porque ele não pode mais comprar nada a crédito. Não pode mais ter conta em banco. Ou seja, ele vira um freguês da bandidagem e da agiotagem — afirmou o presidente.
Famílias
Durigan disse que o primeiro Desenrola, de 2023, foi feito tendo em vista que a taxa de juros seria reduzida no país, o que diminuiria as chances das famílias se endividarem novamente.
— A expectativa de uma redução de juros no país se frustrou — disse. De acordo com o chefe da equipe econômica, esse tipo de programa não será permanente nem rotineiro.
Classe média
O programa permite que trabalhadores usem até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para reduzir dívidas. Serão elegíveis, na principal modalidade do programa, pessoas com renda de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105. Com a medida, o governo mira atingir a classe média.
— Por que não inclui mais gente? Porque você vai incluir pouca gente a mais, com dívidas muito grandes (…). Ao fazer esse recorte, eu otimizo o recurso que tá sendo mobilizado para isso, garanto juros menor, busco eficiência do programa e atendo mais de 90% da população brasileira. Me parece muito razoável — resumiu Durigan.