Apesar da alta de 1 ponto percentual, o patamar de 6,1% é o menor para o período de janeiro a março na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
Por Redação, com Reuters – do Rio de Janeiro
A taxa de desemprego subiu a 6,1% no Brasil no primeiro trimestre de 2026, após marcar 5,1% nos três últimos meses de 2025, que servem de base de comparação, apontam dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da alta de 1 ponto percentual, o patamar de 6,1% é o menor para o período de janeiro a março na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. A máxima em um primeiro trimestre ocorreu em 2021 (14,9%), na pandemia.
A taxa de desemprego ficou em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 6,1%, segundo a agência norte-americana de notícias Bloomberg.
Retorno
O indicador costuma aumentar no início do ano sob impacto de questões sazonais. O período tende a registrar o retorno de parte da mão de obra à busca por trabalho após o fim de vagas temporárias. Esse contexto não foi diferente em 2026, sinalizou o IBGE.
O número de desempregados foi estimado pelo instituto em 6,6 milhões de janeiro a março. O contingente cresceu 19,6% (+1,1 milhão) ante o período até dezembro, quando estava em 5,5 milhões. O grupo, porém, encolheu 13% (-987 mil) se comparado ao primeiro trimestre do ano passado, quando estava em 7,6 milhões.
As informações abrangem pessoas de 14 anos ou mais. Para ser considerado desempregado nas estatísticas oficiais, um trabalhador dessa faixa etária precisa estar sem qualquer tipo de emprego e seguir em busca de oportunidades. Não basta só não trabalhar.
Atividades
A população ocupada, ou seja, que exerce alguma função formal ou informal, atingiu 102 milhões no primeiro trimestre de 2026. O número recuou 1% (-1 milhão) frente aos três meses finais de 2025. Coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, a economista Adriana Beringuy afirmou que a baixa ocorreu em setores que tipicamente apresentam esse comportamento.
Beringuy chamou a atenção para a tendência de recuo do comércio no início do ano e para o fim de contratos temporários na educação e na saúde da esfera pública municipal. O grupamento de atividades que inclui a administração pública teve redução de 439 mil ocupados, enquanto a queda foi de 287 mil no comércio e de 148 mil nos serviços domésticos. Juntos, os três segmentos perderam cerca de 874 mil postos de trabalho.
Também houve corte de vagas em atividades como construção (-134 mil) e indústria (-122 mil).