O placar, com apenas 34 votos favoráveis, foi interpretado como um sinal de fragilidade na base governista e indicativo de possíveis traições políticas, na leitura de aliados ao governo.
Por Redação – de Brasília
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a avaliar, nesta quinta-feira, um plano alternativo para a indicação de um sucessor à vaga do ministro Luís Roberto Barroso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Seu indicado anterior foi rejeitado pelos senadores, na noite passada, mas o governo já começa a trabalhar na escolha para que seja anunciada nas próximas semanas.

Na reunião com aliados no Palácio do Alvorada, noite passada, Lula sinalizou que não pretende abrir mão da prerrogativa de indicar um novo ministro para a Corte, ainda que sem pressa imediata. Segundo relatos de participantes do encontro à mídia conservadora, Lula afirmou ter recebido a decisão do Congresso com tranquilidade. Messias, ainda que abalado pela rejeição, esteve presente ao encontro.
O placar, com apenas 34 votos favoráveis, foi interpretado como um sinal de fragilidade na base governista e indicativo de possíveis traições políticas, na leitura de aliados ao governo.
Articulação
No encontro, ministros e auxiliares, incluindo integrantes ligados ao ‘Centrão’, avaliaram que houve falhas na articulação política no Congresso. De acordo com esses interlocutores, líderes governistas não conseguiram antecipar o cenário desfavorável no Plenário.
Quando ficou evidente que a rejeição poderia ocorrer, ainda durante a sessão, articuladores de partidos aliados tentaram adiar a votação. A iniciativa, no entanto, não foi aceita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Outro ponto discutido foi o impacto do episódio na relação do governo com lideranças parlamentares. O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) foi mencionado nas conversas como alguém que teria votado contra o indicado, o que inviabilizaria o apoio de Lula a uma possível candidatura do parlamentar ao governo do Estado de Minas Gerais.