Rio de Janeiro, 30 de Abril de 2026

Presidente já busca sucessor para o Supremo, após derrota no Senado

Após a rejeição de seu indicado ao STF, Lula avalia novos nomes para a vaga. A fragilidade na base governista levanta questões sobre traições políticas.

Quinta, 30 de Abril de 2026 às 20:30, por: CdB

O placar, com apenas 34 votos favoráveis, foi interpretado como um sinal de fragilidade na base governista e indicativo de possíveis traições políticas, na leitura de aliados ao governo.

Por Redação – de Brasília

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a avaliar, nesta quinta-feira, um plano alternativo para a indicação de um sucessor à vaga do ministro Luís Roberto Barroso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Seu indicado anterior foi rejeitado pelos senadores, na noite passada, mas o governo já começa a trabalhar na escolha para que seja anunciada nas próximas semanas.

Presidente já busca sucessor para o Supremo, após derrota no Senado | O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou aborrecido com a derrota, no Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou aborrecido com a derrota, no Senado

Na reunião com aliados no Palácio do Alvorada, noite passada, Lula sinalizou que não pretende abrir mão da prerrogativa de indicar um novo ministro para a Corte, ainda que sem pressa imediata. Segundo relatos de participantes do encontro à mídia conservadora, Lula afirmou ter recebido a decisão do Congresso com tranquilidade. Messias, ainda que abalado pela rejeição, esteve presente ao encontro.

O placar, com apenas 34 votos favoráveis, foi interpretado como um sinal de fragilidade na base governista e indicativo de possíveis traições políticas, na leitura de aliados ao governo.

 

Articulação

No encontro, ministros e auxiliares, incluindo integrantes ligados ao ‘Centrão’, avaliaram que houve falhas na articulação política no Congresso. De acordo com esses interlocutores, líderes governistas não conseguiram antecipar o cenário desfavorável no Plenário.

Quando ficou evidente que a rejeição poderia ocorrer, ainda durante a sessão, articuladores de partidos aliados tentaram adiar a votação. A iniciativa, no entanto, não foi aceita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Outro ponto discutido foi o impacto do episódio na relação do governo com lideranças parlamentares. O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) foi mencionado nas conversas como alguém que teria votado contra o indicado, o que inviabilizaria o apoio de Lula a uma possível candidatura do parlamentar ao governo do Estado de Minas Gerais.

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