Pacheco, em conversa com interlocutores nesta manhã, disse que precisa de um prazo um pouco maior para tomar uma decisão definitiva, enquanto conversa com líderes do PT sobre o cenário político.
Por Redação – de Brasília
No centro de um episódio que marcou, de forma relevante, o relacionamento entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e seu principal aliado na Casa, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (UB-AP), o provável candidato ao governo de Minas Gerais Rodrigo Pacheco (PSB-MG) quer mais tempo para avaliar o cenário político. Nesta quarta-feira, o senador mineiro sinalizou que poderá entrar na disputa ao cargo, mas ainda há questões pendentes.

Pacheco, em conversa com interlocutores nesta manhã, disse que precisa de um prazo um pouco maior para tomar uma decisão definitiva, enquanto conversa com líderes do PT sobre o cenário político.
— Vou analisar. Acho que, até o fim deste mês de maio, é um bom tempo — prevê o senador.
No radar
A possibilidade de candidatura do ex-presidente do Senado já vinha sendo tratada como prioridade dentro do grupo político de Lula, especialmente após sua filiação ao PSB, movimento visto como estratégico para viabilizar o projeto eleitoral no estado. No entanto, a hesitação em confirmar publicamente a disputa tem gerado dúvidas entre os articuladores da campanha.
Desde a derrota de Jorge Messias na indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), com o voto negativo de Pacheco, aumentaram as tensões com o campo petista. Diante do cenário conflagrado, setores do PT passaram a considerar alternativas para a disputa.
Entre os nomes mencionados está o do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), competitivo em pesquisas de intenção de voto. Outro nome cogitado é o do empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar.