A decisão de não ingressar no MDB está relacionada à presença do ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo como pré-candidato do partido ao governo mineiro, o que inviabilizaria a candidatura de Pacheco dentro da sigla.
Por Redação – de Belo Horizonte e Brasília
Ex-presidente do Congresso, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) demonstrou desinteresse em migrar para o MDB e tem dito a interlocutores que seu destino político mais provável será o União Brasil (UB), legenda pela qual pretende disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de outubro de 2026. No melhor estilo mineiro, no entanto, o parlamentar já trabalha com agenda de candidato e tem conversado, diariamente, com líderes políticos do Estado.

A decisão de não ingressar no MDB está relacionada à presença do ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo como pré-candidato do partido ao governo mineiro, o que inviabilizaria a candidatura de Pacheco dentro da sigla.
Nos bastidores, segundo apurou a mídia conservadora, a possível ida de Pacheco ao UB tem sido articulada com o apoio do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Considerado um aliado próximo do senador mineiro, Alcolumbre atua para fortalecer a viabilidade da candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais, dentro da legenda.
Cenário
A movimentação ocorre em meio a uma possível saída de Pacheco do PSD. Entre os fatores que alimentam a avaliação estão incertezas relacionadas à federação partidária entre União Brasil e Progressistas (PP), que poderia alterar o cenário político no Estado.
Embora o acordo entre União Brasil e PP tenha sido anunciado em abril de 2025, o pedido de registro da federação foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somente em dezembro do ano passado. Para que a união partidária tenha validade nas eleições de 2026, o tribunal precisará aprovar o registro até o dia 4 de abril.
Vaga no STF
Rodrigo Pacheco é visto como o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar o governo mineiro, em 2026. A aproximação entre os dois se consolidou durante o período em que o senador presidiu o Senado, entre 2023 e 2025.
Inicialmente, apesar do apoio declarado de Lula, Pacheco mostrou-se resistente à inicial à ideia de disputar o cargo. O político mineiro chegou a dizer que, apesar das conquistas ao longo da carreira, poderia deixar a vida pública, após a escolha do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), em seu lugar.