A crise instalou-se assim que a PF revelou o pagamento de uma mesada a Ciro Nogueira no valor de R$ 500 mil, ao longo do ano passado, pelo banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Por Redação – de Brasília
Com a ação desencadeada na véspera pela Polícia Federal (PF) contra suspeitos de integrar o esquema criminoso do Banco Master, na qual está inserido o senador Ciro Nogueira (PP-PI), houve um forte desgaste interno no Partido Progressistas (PP), nesta sexta-feira. A vereadora Janaína Paschoal (PP-SP) foi a público, logo pela manhã, exigir que o dirigente deixe o comando da legenda, após se tornar alvo do inquérito federal.

A crise instalou-se assim que a PF revelou o pagamento de uma mesada a Ciro Nogueira no valor de R$ 500 mil, ao longo do ano passado, pelo banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para atuar em defesa dos interesses da instituição financeira. As provas apresentadas aumentaram a pressão política para que o senador seja removido do cargo.
Executiva
Paschoal foi uma das poucas integrantes do partido a pedir abertamente o afastamento de Ciro do comando nacional da legenda, mas internamente a situação mostra-se insustentável, segundo apurou a mídia conservadora. Em sua avaliação, a permanência do senador na presidência do PP agrava o desgaste político da sigla em meio às investigações.
— O senador (Ciro Nogueira) deveria se afastar da Presidência Nacional (do PP). Penso que uma pessoa isenta como a senadora Tereza Cristina poderia assumir — indicou a vereadora.
A declaração colocou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) no centro das discussões sobre uma eventual transição no comando partidário. Ex-ministra da Agricultura e uma das líderes mais influentes da legenda, a ex-ministra adotou um discurso cauteloso ao comentar a situação envolvendo o colega piauiense.