Rio de Janeiro, 08 de Maio de 2026

Ação da PF deixa Ciro Nogueira mais longe de chapa bolsonarista

A ação da PF contra Ciro Nogueira afeta sua participação na chapa de Flávio Bolsonaro, evidenciando a força do PL na campanha.

Quinta, 07 de Maio de 2026 às 20:39, por: CdB

A avaliação é que o PL, sozinho, já tem os requisitos básicos para uma campanha: tempo de TV razoável, fundo eleitoral generoso, alianças nos Estados e grande capilaridade nacional.

Por Redação – de Brasília

A ação da Polícia Federal (PF) que alcançou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) dificulta a presença do PP e do União Brasil (UB), que formam uma federação, na aliança do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). No cálculo que a pré-campanha do filho ’01’, como o senador é conhecido, o apoio formal do PP e do UB, envolvidos no escândalo do Banco Master, mais atrapalha do que ajuda.

Ação da PF deixa Ciro Nogueira mais longe de chapa bolsonarista | O senador Ciro Nogueira (PP-PI) torna-se pessoa de interesse por parte da Polícia Federal
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) torna-se pessoa de interesse por parte da Polícia Federal

A avaliação é que o PL, sozinho, já tem os requisitos básicos para uma campanha: tempo de TV razoável, fundo eleitoral generoso, alianças nos Estados e grande capilaridade nacional. O apoio da federação União Progressista seria bem-vindo, mas talvez não valha o desgaste.

Segundo um aliado de ’01’, segundo interlocutores comentaram com colunistas da mídia conservadora, a operação contra Nogueira era mais do que esperada, e o próximo da lista deve ser o presidente do UB, Antonio Rueda.

 

Fogo cruzado

A presença do senador piauiense no palanque de ’01’ tem, ainda, um outro componente arriscado. O Palácio do Planalto, até agora, poupou Ciro Nogueira de ataques mais pesados, após ele ser alvo da PF, mas ministros do governo dizem que Lula (PT) vai aproveitar o caso Master contra o adversário na campanha eleitoral.

Interlocutores do presidente têm dito que a operação desta quinta-feira praticamente mina qualquer chance de pacto de “não agressão”. O senador já havia procurado o presidente Lula, no fim do ano passado e pediu que não houvesse ataques diretos uns aos outros com citações ao Master.

Aliados do presidente, no entanto, garantem que não houve qualquer garantia. Mesmo assim, o cenário era de que Lula poderia evitar ataques ao senador durante a campanha.

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