Operação Centelha cumpre 16 mandados e bloqueia bens de investigados, entre eles três policiais civis e um PM.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a Operação Centelha para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro do jogo do bicho por meio de uma rede de postos de gasolina e empresas registradas em nome de laranjas. Dois veículos blindados foram apreendidos.

A família de Rogério Andrade é alvo da ação. O chefe do jogo do bicho está preso por suspeita de mandar matar o rival, Fernando Iggnácio. Não há mandado contra ele nesta operação.
A Justiça determinou o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens dos investigados.
As ordens judiciais são cumpridas em endereços no Rio, nos bairros do Centro, Barra da Tijuca, Campo Grande, Recreio dos Bandeirantes, Taquara, Jacarepaguá, Bangu e Realengo; e em Mangaratiba, na Costa Verde. A operação conta com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF).
Os alvos
Entre os alvos estão três policiais civis e um policial militar. O bloqueio judicial atinge imóveis, veículos de luxo, cotas empresariais e ao menos 16 embarcações, além de bens registrados em nome de terceiros apontados como ‘laranjas’.
De acordo com as investigações, os suspeitos teriam estruturado um grupo econômico no ramo de postos de combustíveis, lojas de conveniência e empresas de gestão patrimonial, com divisão de tarefas e atuação estável. A estrutura seria utilizada para ocultar patrimônio e praticar sonegação fiscal.
Os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e organização criminosa, além de outros crimes que possam surgir no decorrer das apurações.