Rio de Janeiro, 06 de Maio de 2026

PF faz operação e tem como alvo família de Rogério Andrade

A Polícia Federal deflagra a Operação Centelha, cumprindo 16 mandados e bloqueando bens de investigados, incluindo policiais civis e militares, por lavagem de dinheiro do jogo do bicho.

Quarta, 06 de Maio de 2026 às 12:01, por: CdB

Operação Centelha cumpre 16 mandados e bloqueia bens de investigados, entre eles três policiais civis e um PM.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a Operação Centelha para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro do jogo do bicho por meio de uma rede de postos de gasolina e empresas registradas em nome de laranjas. Dois veículos blindados foram apreendidos.

PF faz operação e tem como alvo família de Rogério Andrade | Família de Rogério Andrade é alvo da Polícia Federal por lavagem de dinheiro
Família de Rogério Andrade é alvo da Polícia Federal por lavagem de dinheiro

A família de Rogério Andrade é alvo da ação. O chefe do jogo do bicho está preso por suspeita de mandar matar o rival, Fernando Iggnácio. Não há mandado contra ele nesta operação.

A Justiça determinou o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens dos investigados.

As ordens judiciais são cumpridas em endereços no Rio, nos bairros do Centro, Barra da Tijuca, Campo Grande, Recreio dos Bandeirantes, Taquara, Jacarepaguá, Bangu e Realengo; e em Mangaratiba, na Costa Verde. A operação conta com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF).

Os alvos

Entre os alvos estão três policiais civis e um policial militar. O bloqueio judicial atinge imóveis, veículos de luxo, cotas empresariais e ao menos 16 embarcações, além de bens registrados em nome de terceiros apontados como ‘laranjas’.

De acordo com as investigações, os suspeitos teriam estruturado um grupo econômico no ramo de postos de combustíveis, lojas de conveniência e empresas de gestão patrimonial, com divisão de tarefas e atuação estável. A estrutura seria utilizada para ocultar patrimônio e praticar sonegação fiscal.

Os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e organização criminosa, além de outros crimes que possam surgir no decorrer das apurações.

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