Rio de Janeiro, 05 de Fevereiro de 2026

Polícia mira grupo ligado a Adilsinho suspeito de execuções

Operação da Polícia Civil mira integrantes da máfia do cigarro, incluindo Adilsinho, suspeito de ordenar execuções em Campo Grande.

Quinta, 05 de Fevereiro de 2026 às 13:34, por: CdB

Entre os alvos, acusado de participar de emboscada está foragido. Bicheiro também é procurado.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A Polícia Civil fez, nesta quinta-feira, uma operação contra quatro integrantes de um grupo acusado de integrar a máfia do cigarro no estado. A ação teve como alvo os responsáveis pela execução de Fabrício Alves Martins de Oliveira, morto a tiros em outubro de 2022, na Zona Oeste da capital.

Polícia mira grupo ligado a Adilsinho suspeito de execuções | Adilsinho, apontado como um dos nomes fortes da contravenção no Rio
Adilsinho, apontado como um dos nomes fortes da contravenção no Rio

Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) cumprem quatro mandados de prisão expedidos pela Justiça. Segundo as investigações, o crime teria sido ordenado por Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como um dos principais nomes da máfia do cigarro no Rio e atual patrono do Salgueiro. Ele já tinha mandado de prisão em aberto e é procurado em outros três inquéritos.

Entre os alvos da operação, José Ricardo Gomes Simões já estava preso. O policial militar Daniel Figueiredo Maia se apresentou no Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), foi encaminhado à 5ª DP (Mem de Sá) e, posteriormente, transferido para uma unidade prisional da PM. Até a última atualização, Alex de Oliveira Matos permanecia foragido.

Execução

Fabrício Alves Martins foi executado em um posto de combustíveis na Estrada do Mendanha, em Campo Grande. Os assassinos atingiram a vítima com 14 disparos de fuzil calibre 7,62. De acordo com a Polícia Civil, os autores do crime usavam camisas e balaclavas falsas da instituição, para facilitar a aproximação da vítima e a fuga.

Conforme a investigação, mensagens interceptadas indicam que Fabrício vinha sendo monitorado havia cerca de cinco meses antes do assassinato.

Segundo a investigação, Adilsinho teria ordenado a morte. José Ricardo Gomes Simões teria intermediado a negociação e o planejamento do crime. Daniel Figueiredo Maia é apontado como responsável por coletar informações sobre a rotina da vítima, enquanto Alex de Oliveira Matos teria participado diretamente da emboscada.

No fim de janeiro, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus os quatro investigados.

Amigo morto

Dois dias após o assassinato de Fabrício, Fábio Alamar Leite foi morto ao sair do enterro do amigo, no cemitério de Inhaúma, na Zona Norte. Os dois eram ex-sócios em uma empresa de transporte de gelo, cujos caminhões teriam sido monitorados pela organização criminosa.

As investigações indicam que os crimes ocorreram por engano. A quadrilha teria acreditado que Fabrício e Fábio estariam transportando cigarros ilegais sem autorização do grupo, após os caminhões da empresa terem sido emprestados a terceiros.

Perícias balísticas apontaram que as mesmas armas foram usadas nas mortes de Fabrício Martins, Fábio Alamar Leite e Cristiano Souza, em 2023. Segundo a polícia, os homicídios estão ligados à disputa violenta pelo controle do comércio ilegal de cigarros no estado.

Em nota, Adilson Oliveira Coutinho Filho negou envolvimento nos crimes e afirmou confiar na Justiça para comprovar sua inocência.

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