A deputada argumenta, ainda, que o modelo de federação partidária cria compromissos políticos de longo prazo que impactam diretamente as estratégias eleitorais e programáticas das legendas envolvidas.
Por Redação – de Brasília
A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) criticou, nesta sexta-feira, a possível federação partidária com o PT, avaliando que essa configuração poderia comprometer a autonomia política da sigla. Segundo a parlamentar, a união colocaria o PSOL em posição subordinada dentro da aliança.

Melchionna acredita que o PSOL participará de uma unidade eleitoral voltada ao apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas rejeita a formação de uma federação formal com o PT ou a participação em palanques com partidos de centro nas eleições de 2026.
Direita
A deputada argumenta, ainda, que o modelo de federação partidária cria compromissos políticos de longo prazo que impactam diretamente as estratégias eleitorais e programáticas das legendas envolvidas.
— Federação obriga os partidos a andarem juntos nos próximos quatro anos e, obviamente, tem impactos programáticos. Inclusive, em palanques eleitorais, como no Rio de Janeiro, que o PT quer estar com o (Eduardo) Paes, e em outros Estados com partidos da direita que não cabem na tradição democrática do PSOL — disse a deputada.
Na avaliação da parlamentar, a aliança poderia diluir a identidade política do Psol dentro do campo progressista.
— A federação com o PT é colocar o PSol como um puxadinho do PT. E mesmo o argumento que ajuda eleger mais candidatos não é verdadeiro, porque diminui o número de candidatos que se pode apresentar — pontuou.
Dentro do partido, um grupo de dirigentes e parlamentares também tem demonstrado resistência à proposta de federação e avaliam que a parceria poderia prejudicar a sigla em Estados com forte presença petista.