Rio de Janeiro, 07 de Março de 2026

Deputada do PSOL critica possível união do partido ao PT, nas eleições

Fernanda Melchionna, do PSOL, critica a possível federação com o PT, destacando riscos à autonomia do partido e à identidade política.

Sexta, 06 de Março de 2026 às 20:53, por: CdB

A deputada argumenta, ainda, que o modelo de federação partidária cria compromissos políticos de longo prazo que impactam diretamente as estratégias eleitorais e programáticas das legendas envolvidas.

Por Redação – de Brasília

A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) criticou, nesta sexta-feira, a possível federação partidária com o PT, avaliando que essa configuração poderia comprometer a autonomia política da sigla. Segundo a parlamentar, a união colocaria o PSOL em posição subordinada dentro da aliança.

Deputada do PSOL critica possível união do partido ao PT, nas eleições | A deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS) é uma das principais lideranças de seu partido
A deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS) é uma das principais lideranças de seu partido

Melchionna acredita que o PSOL participará de uma unidade eleitoral voltada ao apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas rejeita a formação de uma federação formal com o PT ou a participação em palanques com partidos de centro nas eleições de 2026.

 

Direita

A deputada argumenta, ainda, que o modelo de federação partidária cria compromissos políticos de longo prazo que impactam diretamente as estratégias eleitorais e programáticas das legendas envolvidas.

— Federação obriga os partidos a andarem juntos nos próximos quatro anos e, obviamente, tem impactos programáticos. Inclusive, em palanques eleitorais, como no Rio de Janeiro, que o PT quer estar com o (Eduardo) Paes, e em outros Estados com partidos da direita que não cabem na tradição democrática do PSOL — disse a deputada.

Na avaliação da parlamentar, a aliança poderia diluir a identidade política do Psol dentro do campo progressista.

— A federação com o PT é colocar o PSol como um puxadinho do PT. E mesmo o argumento que ajuda eleger mais candidatos não é verdadeiro, porque diminui o número de candidatos que se pode apresentar — pontuou.

Dentro do partido, um grupo de dirigentes e parlamentares também tem demonstrado resistência à proposta de federação e avaliam que a parceria poderia prejudicar a sigla em Estados com forte presença petista.

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