O diálogo começa com o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra, pré-candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes, e continua por movimentos paralelos para aproximar as legendas em uma composição mais ampla.
Por Redação – de São Paulo
Embora não tenha desistido completamente do macacão de fábrica, o PT já admite usar terno e gravata desde que o traje do discurso amplie a frente política no Estado mais populoso da Federação. Em São Paulo, o PT tenta atrair o PSDB para a chapa do ex-ministro Fernando Haddad, na disputa ao governo estadual.

O diálogo começa com o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra, pré-candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes, e continua por movimentos paralelos para aproximar as legendas em uma composição mais ampla contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Dirigentes nacionais do PSDB ouvidos pela reportagem do diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira, disseram que os petistas vêm tentando abrir um canal com Paulo Serra. As mesmas fontes relataram ainda que parlamentares do PT, tanto na Câmara quanto no Senado, chegaram a sondar o partido sobre uma possível filiação da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet, o que não se concretizou.
Costura
A tentativa de aproximação entre rivais históricos como o PT e o PSDB, no entanto, trata-se de uma operação politicamente complexa para ambos os lados. Dirigentes tucanos têm dito ser esta uma aliança de difícil costura, dada a rivalidade figadal entre os dois partidos, tanto no Estado quanto em nível nacional.
Setores do PT, por sua vez, acreditam que os tucanos perderam protagonismo na administração de Freitas e, assim, viram reduzido o espaço no projeto de reeleição do governador de ultradireita. O fato, para os mais otimistas, poderia significar uma abertura para algo inédito na história política do Estado paulista.