O deputado Aécio Neves (PSDB-MG) também criticou o movimento. O parlamentar afirmou que “o Kassab funciona na política como aqueles fundos abutres na economia”.
Por Redação – de São Paulo
Presidente do PSDB paulista, Paulo Serra classificou como “canibalismo” o movimento do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, de filiar seis deputados tucanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A sigla passa por um esvaziamento drástico desde as eleições de 2022.

— Este tipo de ‘canibalismo’ dentro da base do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao meu ver, em nada ajuda na construção de um projeto nacional de Centro. Lamento profundamente a forma desrespeitosa de cooptação de quadros. Importante destacar que o PSD é da base do PT no governo federal e contribui com um modelo de governo que não funciona mais — protestou.
O deputado Aécio Neves (PSDB-MG) também criticou o movimento. O parlamentar afirmou que “o Kassab funciona na política como aqueles fundos abutres na economia. Ataca os ativos da empresa para depois comprar na baixa”.
— É preciso que ele (Kassab) saiba que o PSDB não está à venda. Somos diferentes do PSD, para quem qualquer governo serve, desde que garanta cargos e oportunidades — afirmou Neves.
Lipoaspiração
No total, Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari, Maria Lúcia Amary, Mauro Bragato e Rogério Nogueira, todos do PSDB, anunciaram o compromisso de filiação ao PSD. Além disso, Dirceu Dalben, do Cidadania, também migrará para a sigla de Kassab. A filiação deve ocorrer no dia 4 de março.
— Passamos por uma lipoaspiração, mas vamos voltar ainda mais fortes e coerentes, respeitando a nossa história, apresentando um projeto para o Brasil, sem depender de cargos públicos, ministérios ou verbas e convênios para nos fortalecer — concluiu o deputado mineiro.