Na tentativa de transmitir uma vaga ideia de unidade na direita e evitar ataques internos já a partir do primeiro turno, a estratégia predominante entre os principais atores do campo conservador é aguardar prazos eleitorais.
Por Redação – de Brasília
Com a chegada do governador de Goiás, o ultraconservador Ronaldo Caiado, ao PSD para a corrida eleitoral deste ano, o partido amplia a lista de nomes que se colocam como alternativa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O movimento tem tirado o sono dos bolsonaristas, que apostam todas as fichas na candidatura do filho ’01’, como é conhecido o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na tentativa de transmitir uma vaga ideia de unidade na direita e evitar ataques internos já a partir do primeiro turno, a estratégia predominante entre os principais atores do campo conservador é aguardar prazos eleitorais e mudanças de cenário antes de qualquer definição mais rígida
Com a chegada de Caiado, na semana passada, o partido passa a abrigar três figuras já colocadas como pré-candidatas: além do governador goiano, aparecem Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Esse trio compõe um novo bloco que se apresenta como uma frente anti-Lula mas, internamente, disputa beira o canibalismo.
Não agressão
Publicamente, no entanto, a direita em torno de ’01’ tenta vender a imagem de trégua no primeiro turno, com a mensagem de “ninguém solta a mão de ninguém”. Mas a convivência entre pré-candidatos e potenciais postulantes permanece marcada por tensão controlada: oficialmente há pacto de não agressão “por ora”, mas, longe das câmeras, cada grupo testa caminhos para não perder terreno
A indefinição perante o eleitorado abre espaço até mesmo para hipóteses hoje tratadas como secundárias, como a eventual reabilitação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no debate presidencial.