Após uma avaliação política mais apurada sobre o cenário eleitoral no Estado, o presidente percebeu que Haddad teria mais chances de vitória, caso concorra ao Senado, e não ao governo paulista.
Por Redação – de Brasília
Os principais aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentavam nos bastidores, nesta quarta-feira, que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mantém a posição de não ser candidato ao governo do Estado de São Paulo. Diante do fato, Lula já teria aceitado que Haddad seja candidato ao Senado.

Após uma avaliação política mais apurada sobre o cenário eleitoral no Estado, o presidente percebeu que Haddad teria mais chances de vitória, caso concorra ao Senado, e não ao governo paulista. Recentes levantamentos de intenção de voto indicaram potencial eleitoral dos ministros Geraldo Alckmin, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; e Simone Tebet, do Planejamento, o que levou o Planalto a reavaliar as estratégias para 2026.
A leitura atual dos analistas políticos que interagem com a campanha petista é de que Haddad demonstra maior resistência a uma candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, mas não descartaria disputar uma vaga no Senado. Embora o apoio a Simone Tebet tenha ganhado espaço nas discussões internas, Lula ainda não se decidiu.
Alencar
Diante situação parecida, em Minas Gerais — colégio eleitoral decisivo para o petista — em meio à dificuldade do PT e de partidos de esquerda para fechar um nome competitivo ao governo do Estado, o empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar, passou a ser considerado como alternativa para a disputa.
Mineiro de Ubá, na Zona da Mata, Josué tem 62 anos, é presidente do grupo têxtil Coteminas e foi presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), com gestão encerrada em 2025.