Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2026

Ministra amplia argumentos para convencer Haddad a ser candidato por SP

Gleisi Hoffmann convoca Haddad a concorrer ao governo de SP, destacando a importância da defesa da democracia nas eleições de outubro.

Quarta, 28 de Janeiro de 2026 às 19:52, por: CdB

Uma das principais articuladoras políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em coletiva de imprensa, disse que os integrantes do governo, desde que tenham sido mobilizados nesse sentido, devem atender ao chamado do presidente.

Por Redação – de Brasília

Ministra-chefe da Secretaria das Relações Institucionais (SRI), a líder petista paranaense Gleisi Hoffmann ampliou os argumentos para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seja candidato na eleição de outubro, ao governo do Estado de São Paulo. Trata-se de uma convocação e não mais apenas um pedido.

Ministra amplia argumentos para convencer Haddad a ser candidato por SP | Gleisi Hoffmann, ex-presidente do PT, comanda a articulação política do governo Lula
Gleisi Hoffmann, ex-presidente do PT, comanda a articulação política do governo Lula

Uma das principais articuladoras políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em coletiva de imprensa, disse que os integrantes do governo, desde que tenham sido mobilizados nesse sentido, devem atender ao chamado do presidente e reforçar os palanques nos Estados.

— Numa situação como essa, de enfrentamento grande, todos têm que entrar em campo, vestir a camisa e fazer o que melhor sabem fazer na disputa eleitoral. Então defendo que todos os quadros nossos, inclusive o ministro Haddad, sejam candidatos. Precisamos fazer a disputa nos estados contra a extrema direita — afirmou Hoffmann, em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira.

 

Diálogo

Com mais experiência em eleições majoritárias do que a maioria dos líderes petistas nacionais, Haddad tem sido instado por diversos setores do PT para concorrer ao governo ou ao Senado por São Paulo. Segundo a ministra, a definição final quanto ao cargo será decidido num diálogo entre ele e Lula, nos próximos dias.

O ministro já adiantou que deixará o cargo antes do prazo determinado pela Justiça Eleitoral para desincompatibilização, e gostaria apenas de se tornar um dos coordenadores da campanha de Lula à reeleição, sem concorrer a cargos eletivos.

Escaldado, Haddad perdeu em 2016 a disputa pela Prefeitura de São Paulo contra João Doria (PSDB), em 2018 a corrida pela Presidência da República contra Jair Bolsonaro (PL) e em 2022 a eleição ao Governo de São Paulo para Tarcísio de Freitas (Republicanos).

 

Palanque

Ainda assim, Haddad tem trânsito livre na cúpula do PT, onde muitos acreditam que se ele fosse candidato, chegaria às urnas em outro patamar neste ano. Aliados dizem que sua atuação na Fazenda diminuiu a resistência do empresariado e do mercado financeiro ao seu nome. Lula tem dito a aliados que deseja ver seu ministro formando um palanque no maior colégio eleitoral do país.

— Estamos numa quadra histórica de defesa da democracia. Não podemos deixar a extrema direita voltar ao poder neste país. Este é o compromisso histórico do campo progressista, e o presidente Lula tem clareza dessa responsabilidade eleitoral — encerrou a ministra.

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