O governador reforçou a disposição de disputar o Palácio do Planalto: “É com esta convicção, com fé e independência, que coloco meu nome à disposição do país”.
Por Redação – de Porto Alegre
Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) oficializou, nesta sexta-feira, a pré-candidatura à Presidência da República por meio de uma publicação nas redes sociais acompanhada de um documento intitulado ‘Manifesto ao Brasil’. No texto, o político gaúcho afirma que pretende representar uma alternativa à polarização política que marca o cenário nacional.

No documento, Eduardo Leite afirma que o país precisa superar a fragmentação política. Em um dos trechos do texto, ele escreve: “Nada na história econômica moderna se compara ao impacto que estamos prestes, muito em breve, a experimentar. O Brasil, porém, permanece dividido, fragmentado, excessivamente concentrado em disputas ideológicas e paroquiais que não produzem solução.”
Ainda na mensagem, o governador reforça a disposição de disputar o Palácio do Planalto: “É com esta convicção, com fé e independência, que coloco meu nome à disposição do país”.
Disputa
A movimentação ocorre em meio à disputa interna dentro do PSD para definir quem representará o partido na eleição presidencial. Além de Eduardo Leite, também são apontados como pré-candidatos o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
Os três nomes disputam a preferência do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. A direção do partido vem organizando uma série de eventos políticos com a presença dos possíveis presidenciáveis.
Nesta sexta-feira, no sábado e na segunda-feira, Leite, Ratinho Júnior e Caiado devem participar juntos, em São Paulo, de atividades relacionadas à filiação de deputados estaduais paulistas ao PSD.
Argumento
Em entrevista concedida ao canal dd TV da RBS, no início da semana, Eduardo Leite afirmou que considera ter um diferencial em relação aos demais nomes do partido. Segundo o governador, sua posição nas eleições de 2022 reforça a ideia de independência política.
— O que considero me dar um diferencial em relação aos meus colegas, pelos quais tenho muito respeito, é justamente a possibilidade de liderar uma candidatura independente, porque não abracei nas eleições de 2022, nem Lula (PT) nem (Jair) Bolsonaro (PL) — afirmou.
Projeto
O governador gaúcho também destacou que se coloca como crítico da polarização que tem marcado as disputas eleitorais no país. Para ele, o cenário atual exige a construção de um novo caminho político.
— Me sinto pronto para liderar um projeto nacional de despolarização do país. O Brasil precisa sair dessa polarização radicalizada que coloca brasileiros contra brasileiros — concluiu.