Rio de Janeiro, 30 de Maio de 2026

Jorge Messias têm garantia de uma nova tentativa, no Senado

Após rejeição, Lula confirma nova tentativa de indicação de Jorge Messias ao STF, destacando sua competência e integridade. Entenda os desdobramentos.

Sexta, 29 de Maio de 2026 às 20:31, por: CdB

Lula confessou ter ficado triste com a rejeição de sua indicação para ministro da Suprema Corte. Segundo o presidente, Messias não foi derrotado por falta de competência jurídica nem por problemas de conduta.

Por Redação, com ABr – de Aracaju

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta sexta-feira, que fará uma nova indicação de Jorge Messias ao STF e afirmou que reenviará o nome ao Senado, após dizer que a rejeição anterior ocorreu por motivação política. A declaração ocorreu em Sergipe, durante o anúncio de investimentos de R$ 72,5 bilhões da Petrobras no Estado.

Jorge Messias têm garantia de uma nova tentativa, no Senado | O advogado-Geral da União, Jorge Messias, ainda é um nome de peso na indicação ao STF
O advogado-Geral da União, Jorge Messias, ainda é um nome de peso na indicação ao STF

Lula confessou ter ficado triste com a rejeição de sua indicação para ministro da Suprema Corte. Segundo o presidente, Messias não foi derrotado por falta de competência jurídica nem por problemas de conduta.

— Eu perdi minha indicação para ministro da Suprema Corte. E eu fiquei triste porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica. É um dos melhores advogados desse país. Ele não foi derrotado porque tem alguma ficha suja na vida dele. É um dos homens mais íntegros desse país — afirmou.

 

Disputa

O presidente atribuiu a derrota a uma disputa política no Senado.

— Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer, senadores? Eu vou mandar o Messias outra vez. E vou mandar por respeito à função presidencial. Sou eu que indico — adiantou.

O presidente também afirmou que o Senado pode rejeitar uma indicação, mas não pode simplesmente rejeitar um nome, sem uma justificativa baseada nos critérios pré-determinados.

— O senado por derrotar alguém se ele não tiver competência jurídica. Que o Senado diga: ‘não vou votar em você porque você é um advogado mequetrefe, porque está com a ficha suja, é ladrão’. Diga isso. O que não pode é simplesmente derrotar por derrotar. É isso que não pode. Não tem explicação. Se não a gente perde a civilidade desse país — concluiu.

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