A principal divergência entre aliados do presidente está no momento do novo envio: há quem queira a reapresentação nos próximos dias, enquanto outro grupo considera mais prudente aguardar até depois das eleições de outubro.
Por Redação – de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu, nesta quarta-feira, reapresentar ao Senado o nome do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, segundo apurou a mídia conservadora, foi debatida por Lula com um grupo restrito de auxiliares no Palácio da Alvorada, no fim de semana.

A principal divergência entre aliados do presidente está no momento do novo envio: há quem queira a reapresentação nos próximos dias, enquanto outro grupo considera mais prudente aguardar até depois das eleições de outubro. A indicação de Messias ao STF foi rejeitada pelo Senado em votação secreta no dia 29 de abril, por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para ser aprovado, seriam necessários ao menos 41 votos.
Aliados de Lula também avaliam que alguns senadores estariam “arrependidos” de votar contra Messias, o que poderia abrir espaço para uma nova tentativa. Outro grupo, porém, alerta que esse eventual arrependimento não significa mudança no ambiente político, especialmente porque a relação entre Lula e o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), permanece estremecida.
Conversas
Um alto funcionário do Palácio do Planalto, que tem participado das conversas sobre o assunto, comentou também com jornalistas, nesta manhã, que uma nova indicação do nome de Messias faria sentido apenas se fosse previamente acertada com Alcolumbre, sob pena de significar uma nova derrota.
Nos bastidores, o ministro da Defesa, José Múcio, e os líderes governistas Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (PT-AP) tentam viabilizar uma conversa de conciliação entre Lula e Alcolumbre.
— Eles têm que se falar, dois chefes de Poderes não podem ficar sem conversar — resumiu Wagner.