Rio de Janeiro, 10 de Julho de 2026

Além dos escândalos, campanha de ’01’ sofre desgaste de aliados

Flávio Bolsonaro também teria também recebido informes que o irmão ’03’, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), esteja por trás de uma ação coordenada...

Sexta, 10 de Julho de 2026 às 20:35, por: CdB

Flávio Bolsonaro também teria também recebido informes que o irmão ’03’, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), esteja por trás de uma ação coordenada nas redes sociais para enfraquecer Marinho.

Por Redação – de Brasília

A pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a série de escândalos marcados por envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, e a guerra aberta contra a madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, encontra-se novamente diante condições dramáticas. No centro da coordenação nacional da tentativa de chegar ao Palácio do Planalto, aumentam os rumores sobre a atuação do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha.

Rogério Marinho
O senador Rogerio Marinho (PL-RN) coordena a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Flávio Bolsonaro também teria também recebido informes que o irmão ’03’, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), esteja por trás de uma ação coordenada nas redes sociais para enfraquecer Marinho. A partir daí, parlamentares e líderes de diferentes setores da ultradireita passaram a recomendar mudanças no comando da campanha.

 

Estratégia

Publicamente, no entanto, os apoiadores de ’01′ negam que uma crise tenha se instalado no partido. Nos bastidores, têm dito que as manifestações partiram de militantes excluídos da pré-campanha e tentam, assim, conquistar espaço por meio de críticas públicas.

Os argumentos, no entanto, não resistem ao fato de que há um ambiente pesado na direção da pré-campanha. O ex-secretário de Comunicação da Presidência Fábio Wajngarten foi às redes sociais, ao longo da semana, afirmar que “a campanha de Flávio não existe”. Em seguida, sugeriu uma reformulação da equipe e indicou Marcello Lopes, o ‘Marcelão’, como coordenador-geral; Duda Lima na comunicação; Walter Longo no planejamento estratégico; e Antônio Costa Neto, o ‘Toninho’, na direção de imagem.

 

Comprometidos

As sugestões de Wajngarten, no entanto, caem no vazio uma vez que ‘Marcelão’ deixou oficialmente a equipe logo após a eclosão do escândalo do Banco Master, com o financiamento suspeito ao filme ‘Dark Horse’. Interlocutores do PL são unânimes em afirmar que ele está distante do grupo mais próximo de ’01’.

Outro indicado, Duda Lima, também já teria sinalizado que não pretende integrar a campanha. Walter Longo e Toninho também já participaram da equipe, mas deixaram o time. Além disso, o influenciador Paulo Figueiredo voltou a criticar a atuação da campanha durante a viagem de Flávio aos EUA. Segundo ele, a equipe desperdiçou a agenda internacional ao não organizar entrevistas, divulgar imagens ou promover uma coletiva de imprensa.

Ainda no campo da ultradireita, o pré-candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, que poderia ser um aliado se Flávio Bolsonaro chegar ao segundo turno, o classificou como um “criminoso” e afirmou que ‘01 nunca demonstrou interesse em ser presidente da República.

 

Imóveis

O fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) também acusou o parlamentar, em uma entrevista nesta sexta-feira ao site de notícias MyNews, de permanecer em Brasília apenas para “fazer negócios” e “comprar imóveis”. Ao comentar a entrada de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, Renan Santos disse não compreender as razões que levaram o senador a se apresentar como pré-candidato.

— Parece que Flávio está sempre cometendo coisas inadequadas. Vamos ser sinceros, tem que dar nome aos bois, ou a gente vai ficar aceitando o campo da direita seja dominado por um criminoso? Que é isso que o Flávio é — concluiu.

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