Rio de Janeiro, 16 de Julho de 2026

Advogados de ’01’ querem mais tempo para responder sobre calúnias contra Lula

Ao delegado Antônio Carlos Knoll, responsável pelo caso, a defesa do senador, primogênito do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), alegou que não...

Quinta, 16 de Julho de 2026 às 21:53, por: CdB

Ao delegado Antônio Carlos Knoll, responsável pelo caso, a defesa do senador, primogênito do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), alegou que não seria possível realizar a oitiva no período determinado.

11h29 – de Brasília

Os advogados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitaram à Polícia Federal (PT) um novo prazo para o senador e pré-candidato à Presidência depor na investigação sobre suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou a corporação ouvir o filho ’01’, como o parlamentar é conhecido, em até 10 dias.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declina, na preferência dos eleitores

Ao delegado Antônio Carlos Knoll, responsável pelo caso, a defesa do senador, primogênito do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), alegou que não seria possível realizar a oitiva no período determinado e disse que o intervalo fixado seria curto demais. Acrescentou não se tratar de “descaso”, mas das atividades da pré-campanha, a exemplo de viagens e compromissos previamente agendados.

 

Crime

A defesa do parlamentar pediu a disponibilização de novas datas, “com antecedência razoável”, e afirmou que a alteração não prejudicaria a apuração, uma vez que a jurisprudência do STF admite inquéritos de longa data. De acordo com os advogados, não há risco de prescrição da pretensão punitiva – o prazo máximo para o Estado julgar e punir alguém por um crime.

No mês passado, a PF concluiu que o senador cometeu o crime de calúnia ao associar Lula ao ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro. O episódio ocorreu após a captura do chavista pelos Estados Unidos.

“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, escreveu o pré-candidato do PL, em suas redes sociais.

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