Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, o resultado coloca o parlamentar sete pontos acima da rejeição registrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Por Redação – de São Paulo
A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL), ou filho ’01’ como também é conhecido, subiu pelo quarto mês seguido e chega agora a 57%. O índice representa a parcela dos entrevistados que afirma conhecer o pré-candidato à Presidência, mas não votaria nele de forma alguma.

Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, o resultado coloca o parlamentar sete pontos acima da rejeição registrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento mostra que 38% dos brasileiros conhecem Flávio Bolsonaro e poderiam votar nele, enquanto outros 5% dizem não conhecer o pré-candidato. Em junho, o potencial de voto era de 39%, a rejeição estava em 56% e a taxa de desconhecimento também correspondia a 5%.
A série histórica da Quaest indica uma trajetória contínua de aumento da resistência ao nome de Flávio Bolsonaro. Em abril, 52% declaravam conhecê-lo e não votar nele. O percentual avançou para 54% em maio, passou a 56% em junho e atingiu 57% na rodada de julho.
Potencial
Lula também registra um contingente elevado de eleitores resistentes à sua candidatura, mas apresenta resultado inferior ao do senador de ultradireita. De acordo com a Quaest, 50% conhecem o presidente e afirmam que não votariam nele, enquanto 47% dizem que poderiam escolher a sua reeleição a um quarto mandato.
Em junho, a rejeição a Lula era de 53%, o que representa uma queda de três pontos em julho. Ao mesmo tempo, o potencial de voto do presidente avançou de 45% para 47%.
Os dados mostram movimentos opostos entre os dois principais nomes pesquisados: Lula ampliou sua parcela de eleitores dispostos a votar nele e reduziu a rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro perdeu potencial eleitoral e passou a enfrentar resistência maior.
Bolsonaristas
O recorte por posicionamento político evidencia que Flávio Bolsonaro mantém apoio concentrado entre os eleitores que se definem como bolsonaristas. Nesse grupo, 94% afirmam que poderiam votar no senador, enquanto apenas 2% o conhecem e descartam apoiá-lo. Entre os eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas, o potencial de voto de Flávio chega a 81%, e a rejeição fica em 18%.
A situação muda entre os independentes, grupo que representa 33% da amostra. Nesse segmento, 64% conhecem Flávio e não votariam nele, enquanto 24% admitem apoiá-lo. Outros 12% dizem não conhecer o parlamentar. Entre os eleitores de esquerda não lulista, a rejeição ao senador alcança 91%. No grupo lulista, 89% afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro apresenta, ainda, a maior rejeição entre os nomes avaliados pela Quaest. Lula aparece em seguida, com 50%. Ronaldo Caiado registra 34%, enquanto Romeu Zema tem 31%.
Cabo Daciolo é rejeitado por 27%, Joaquim Barbosa por 18%, Renan Santos por 17% e Augusto Cury por 16%. Os percentuais, no entanto, devem ser analisados em conjunto com o grau de conhecimento de cada possível candidato, já que parte significativa dos entrevistados afirma não conhecer alguns deles.