A representação aponta que o ex-parlamentar fluminense, hoje abrigado em Minas, estaria formando, em curto espaço de tempo, uma extensa rede de emissoras de rádio em diferentes regiões do Estado.
Por Redação – de Belo Horizonte
Com base no inquérito em curso pela Polícia Federal (PF), que apura uso indevido de dinheiro público nas emendas parlamentares, aliado à representação que passou a tramitar nesta quarta-feira junto à Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais, a candidatura do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-MG) à Câmara pode naufragar antes mesmo do lançamento.

O deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, protocolou na véspera a ação contra Cunha pela abertura de um procedimento investigatório para apurar possíveis práticas de abuso do poder econômico e político; além do uso indevido dos meios de comunicação, diante da intenção declarada de Cunha de disputar uma vaga na Câmara por Minas Gerais nas eleições de 2026.
Rádios
A representação aponta que o ex-parlamentar fluminense, hoje abrigado em Minas, estaria formando, em curto espaço de tempo, uma extensa rede de emissoras de rádio em diferentes regiões do Estado. Segundo o documento, estações teriam sido assumidas em cidades como Uberaba, Além Paraíba, Carangola, Raul Soares, Guarani, João Pinheiro e Belo Horizonte. As emissoras estariam registradas em nome de Daniel Cardoso Sá, genro de Eduardo Cunha e marido da deputada Dani Cunha (UB-RJ).
Um dos pontos levantados por Rogério Correia é o possível uso eleitoral da estrutura de comunicação associada ao grupo.
A representação afirma, por fim, que uma das emissoras veiculou uma entrevista exclusiva com o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sem oferecer o mesmo espaço a outros candidatos que pretendem disputar o mesmo cargo.