Rio de Janeiro, 13 de Julho de 2026

‘Centrão’ teme que Dino descubra novas emendas irregulares

A decisão que ampliou a preocupação entre deputados determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens de Eduardo Cunha.

Segunda, 13 de Julho de 2026 às 18:53, por: CdB

A decisão que ampliou a preocupação entre deputados determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens de Eduardo Cunha.

Por Redação – de Brasília

Parlamentares que integram o chamado ‘Centrão’, grupo suprapartidário da direita e ultradireita, no Congresso, temem uma nova ofensiva do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, contra suspeitos de promover emendas parlamentares sob investigação, na Câmara, após decisões que bloquearam bens do ex-presidente da Casa Eduardo Cunha e do dirigente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto. A avaliação entre líderes partidários conservadores é de que outros nomes podem ser alcançados, nos próximos meses.

Ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, manobra emendas parlamentares

A determinação contra Cunha foi interpretada nos bastidores do Congresso, conforme apurou a jornalista Milena Teixeira, do site brasiliense de notícias ‘Metrópoles’, como um sinal de que as investigações podem avançar sobre outros políticos. Parlamentares afirmam acreditar que Dino já teria novos nomes sob análise em seu gabinete.

A decisão que ampliou a preocupação entre deputados determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens de Eduardo Cunha. A medida foi assinada por Dino em 6 de julho e tornou-se pública na véspera. O ex-deputado, que presidiu a Câmara entre 2015 e 2016, é investigado sob a suspeita de ter participado da indicação irregular de emendas parlamentares mesmo depois de perder o mandato.

 

Estrutura

As apurações visam esclarecer se Cunha manteve influência sobre a distribuição dos recursos públicos por meio de pessoas que continuavam atuando na estrutura da Casa.

Segundo a Polícia Federal (PF), Cunha e Costa Neto contariam com a cumplicidade de servidores da Câmara para direcionar emendas parlamentares, apesar de não exercerem mandato no Congresso.

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