Em declaração a jornalistas após participar do Seminário de Inovação e Tecnologia do LIDE, nesta sexta-feira, Pacheco afirmou que as facções brasileiras devem ser combatidas como organizações criminosas.
Por Redação – de Brasília
Senador e ex-presidente do Senado, o advogado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, afirmando que a medida representa uma “banalização do conceito de terrorismo” e pode afetar a soberania nacional.

Em declaração a jornalistas após participar do Seminário de Inovação e Tecnologia do LIDE, nesta sexta-feira, Pacheco afirmou que as facções brasileiras devem ser combatidas como organizações criminosas, e não por meio de instrumentos voltados ao enfrentamento do terrorismo.
— Ao se classificar essas organizações criminosas como organismos de terrorismo, considero que há uma banalização do conceito de terrorismo. Essas organizações são graves, importantes de serem combatidas, são muito sofisticadas, mas são organizações criminosas. Essas organizações criminosas visam o lucro, fácil e criminoso — afirmou Pacheco.
De saída
Pacheco também confirmou pela primeira vez nesta manhã, publicamente, que não disputará o governo de Minas Gerais em 2026. O parlamentar também disse que encerrará sua trajetória política ao fim do atual mandato no Senado, em 2027.
Em conversa com jornalistas após participar de um painel sobre tecnologia, o ex-presidente do Senado afirmou que a decisão é definitiva e descartou tanto uma candidatura ao Palácio Tiradentes quanto uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
— Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido — concluiu.