O estojo com seis itens — um relógio, uma caneta, um anel, um par de abotoaduras e um rosário, todos da marca suíça Chopard — entrou no Brasil em 2021 sem ser declarado nem detectado pelas autoridades brasileiras.
Por Redação – de Brasília
As investigações sobre as joias presenteadas pela Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), instaladas em 2023, permanecem engavetadas em todas as frentes de apuração, sejam elas criminal, administrativa ou fiscal. No caso dessa última, há o risco de prescrição.

O estojo com seis itens — um relógio, uma caneta, um anel, um par de abotoaduras e um rosário, todos da marca suíça Chopard — entrou no Brasil em 2021 sem ser declarado nem detectado pelas autoridades brasileiras. Na mesma época, um assessor do então ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, foi flagrado no Aeroporto Internacional de Guarulhos com outro kit de joias, também apreendido pela Receita Federal (RF).
O conjunto que teve o ingresso ilegal, no país, foi entregue a Bolsonaro, que tentou vender as joias no exterior. Os bens sob suspeita foram avaliados pela Polícia Federal (PF) em mais de R$ 6,8 milhões.
Futuro
O episódio tornou-se um inquérito, no Tribunal de Contas da União (TCU); uma apuração aduaneira e uma investigação penal, pela qual o ex-presidente já foi indiciado perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Desde que Bolsonaro foi indiciado pela PF, em julho de 2024, o processo praticamente parou na mesa procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, e não saiu mais de lá.
Gonet ainda pode denunciar o ex-presidente ao STF, pedir mais diligências ou requerer o arquivamento sobre a “associação criminosa voltada para a prática de desvio de presentes de alto valor”. A interlocutores ele tem afirmado que definirá “em breve” qual desses caminhos será tomado. O inquérito tem o ministro Alexandre de Moraes como relator.