Segundo a ministra, a decisão para definir “a melhor forma de contribuir” será a partir de uma reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Por Redação – de Brasília e São Paulo
A premência por um palanque forte o suficiente para enfrentar o candidato das forças reacionárias, em São Paulo, movimenta o tabuleiro eleitoral no Estado com o ingresso, no campo de batalha, das ministras do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB).

Marina Silva, nesta sexta-feira, afirmou que “está disposta” a disputar uma vaga ao Senado por São Paulo, nas próximas eleições. A ministra afirmou, a jornalistas nesta manhã, que participará da construção eleitoral no Estado, o que a “recolocou na cena política”; além de relatar estar sendo procurada por “vários partidos”.
Segundo a ministra, a decisão para definir “a melhor forma de contribuir” será a partir de uma reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
— Eu me vejo no desenho da construção para o Senado. São Paulo ajudou a salvar a minha vida biológica e me recolocou na cena política de uma forma incrível, quando eu nem queria mais ser candidata. E, agora, eu estou disposta a fazer essa construção — afirmou Marina.
‘Casamento’
A executiva também avalia a saída de seu atual partido, a Rede Sustentabilidade, e ressaltou que se sente “muito honrada” com a procura outras legendas “do campo democrático popular, com compromisso com a democracia”.
— Estou dialogando com o PT, sim, e tive uma primeira conversa muito boa com o Edinho (Silva, presidente da sigla). Uma conversa já aconteceu com a presidente do Psol, Paula Coradi. Tem pedidos de conversa do PSB, do PV, de vários partidos. Uma análise está sendo feita — adiantou.
Sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, embora não tenha aceitado ainda a indicação para concorrer ao governo do Estado paulista, é um nome de peso no cenário eleitoral.
— Muita gente diz: “estão pressionando o Haddad”. Eu não vejo como pressão. Vejo como reconhecimento da liderança que ele é, da importância que ele tem. (Haddad) levou para o segundo turno uma eleição difícil (2022) em São Paulo que foi fundamental para a vitória do Lula. A liderança dele é de novo decisiva — observou.
Reforço
Já a ministra Simone Tebet afirmou, nesta manhã, que deixará o comando da pasta até o dia 30 de março para disputar as eleições deste ano, como um reforço ao palanque petista em seu Estado, o Mato Grosso do Sul, ou São Paulo. Ela entraria como alternativa à disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, caso Haddad prefira ficar fora da disputa.
Embora tenha confirmado que será candidata, ela destacou que ainda não está definido o rumo final da campanha. As declarações ocorreram após participação em um encontro no Insper, em São Paulo, voltado ao lançamento de um observatório de qualidade do gasto público.
Segundo Tebet, a decisão de deixar o ministério já foi comunicada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela relatou que conversou com o chefe do Executivo sobre a possibilidade de uma candidatura ao Senado, mas indicou que não pretende disputar o Governo de São Paulo. Ao comentar o cenário paulista, Tebet afirmou que há nomes consolidados no campo governista.
— Eu entendo que São Paulo tem dois nomes de peso relevantes, importantes, que têm condições de performar muito bem e de levar inclusive (as eleições) para um segundo turno, que são o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin — resumiu.