Mendonça determinou o bloqueio imediato do acesso a todo o material armazenado na ‘sala-cofre’ da CPMI do INSS relacionado a Vorcaro.
Por Redação – de Brasília
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciou, nesta terça-feira, a tentativa de esvaziamento das investigações relacionadas à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Segundo o parlamentar, a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir o acesso à chamada ‘sala-cofre’ da comissão, levanta suspeitas de proteção a figuras políticas citadas no caso.

A declaração, publicada em vídeo nas redes sociais, aponta que a medida ocorreu após a divulgação de informações pela jornalista do diário conservador paulista Folha de S. Paulo Mônica Bergamo, indicando a presença do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na lista de contatos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Mendonça determinou o bloqueio imediato do acesso a todo o material armazenado na ‘sala-cofre’ da CPMI do INSS relacionado a Vorcaro. O ministro também ordenou que a Polícia Federal (PF) retirasse os equipamentos do local para uma nova análise.
Contradições
Lindbergh criticou a decisão e sugeriu que ela impede o esclarecimento dos fatos.
“Estão tentando esconder a verdade! Bastou o nome de Flávio Bolsonaro aparecer nos contatos de Daniel Vorcaro e pronto: proibiram o acesso à sala-cofre da CPMI do INSS. Coincidência? Difícil acreditar”, protestou.
O deputado também mencionou outros nomes que, segundo ele, aparecem nos registros analisados e cita o ex-presidente do Banco Central (BC): “Roberto Campos Neto, peça central desse esquema, também surge na lista”.
— A sala-cofre é uma sala onde ficam documentos ligados à CPMI do INSS. E lá está o telefone, a nuvem do Daniel Vorcaro — concluiu.