Rio de Janeiro, 03 de Maio de 2026

PGR analisa denúncia contra Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República analisa denúncia contra Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro por propaganda eleitoral antecipada durante o Agrishow 2026.

Domingo, 03 de Maio de 2026 às 16:23, por: CdB

O parlamentar indica que o crime foi cometido em ato conjunto na abertura do evento Agrishow 2026, em 27 de abril, em Ribeirão Preto (SP), com indícios de pré-campanha para a eleição presidencial de 2026 antes do prazo legal.

Por Redação – de São Paulo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) passa a avaliar, nesta segunda-feira, a representação contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Flávio Bolsonaro (PL), por prática de propaganda eleitoral antecipada. A denúncia foi encaminhada pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

PGR analisa denúncia contra Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro | O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) é o autor da denúncia contra Tarcísio e Flávio Bolsonaro
O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) é o autor da denúncia contra Tarcísio e Flávio Bolsonaro

O parlamentar indica que o crime foi cometido em ato conjunto na abertura do evento Agrishow 2026, em 27 de abril, em Ribeirão Preto (SP), com indícios de pré-campanha para a eleição presidencial de 2026 antes do prazo legal. A representação destaca que o discurso ocorreu em um espaço institucional do governo paulista, com uso de palco oficial, identidade visual do Estado e transmissão em canal público.

O uso da estrutura do governo estadual para promoção política é prática vedada quando recursos públicos são utilizados com finalidade eleitoral. A representação afirma ainda que o conteúdo das falas teve caráter eleitoral, mesmo sem pedido explícito de voto.

 

Limites

No documento, Zarattini menciona que Freitas fala de Bolsonaro como “nosso pré-candidato a presidente da República” e também como “nosso próximo presidente” e que Bolsonaro reforçou a fala ao falar da escolha para o futuro do país.

“A lei eleitoral estabelece limites claros”, afirmou Zarattini. Cabe à PGR decidir sobre a abertura de eventual procedimento para apurar os fatos.

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