Rio de Janeiro, 23 de Abril de 2026

Supremo julga indenização a fotógrafo ferido pela PM em São Paulo

O STF retoma julgamento sobre indenização a Sérgio Silva, fotógrafo que perdeu a visão em protesto. Entenda os detalhes do caso.

Quinta, 23 de Abril de 2026 às 14:50, por: CdB

O incidente ocorreu quando Sérgio Silva fazia a cobertura jornalística da manifestação contra o aumento da tarifa no transporte público, na capital paulista, em junho de 2013.

Por Redação, com ABr – de São Paulo

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai retomar na próxima terça-feira o julgamento do caso do fotojornalista Sérgio Silva, que ficou cego do olho esquerdo em razão do disparo de uma bala de borracha por um policial em uma manifestação, na capital paulista, em 2013.   

Supremo julga indenização a fotógrafo ferido pela PM em São Paulo | Análise do caso está marcada para dia 28 na Primeira Turma do Supremo
Análise do caso está marcada para dia 28 na Primeira Turma do Supremo

O incidente ocorreu quando Sérgio Silva fazia a cobertura jornalística da manifestação contra o aumento da tarifa no transporte público, na capital paulista, em junho de 2013. O olho atingido pela bala da PM apresentou lesões profundas, que causaram a atrofia do órgão.

A ação, em julgamento na Primeira Turma do STF, discute se o Estado de São Paulo deve indenizar o profissional.

Até o momento, há dois votos reconhecendo o direito à indenização (ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin) e um contrário (ministro Alexandre de Moraes). No dia 28, a ministra Cármen Lúcia deverá proferir seu voto. A sessão será presencial. 

Pensão

Está em debate o reconhecimento do direito à pensão mensal vitalícia para o fotojornalista, em valor que ainda deverá ser apurado, e a condenação do Estado de São Paulo ao pagamento de R$ 100 mil a título de danos morais.

– Treze anos não são 13 dias, nem 13 horas, nem muito menos 13 minutos. São 13 anos sofrendo o segundo ato de violência, como eu chamo, que é enfrentar um processo judiciário – destacou Sérgio Silva. 

Em primeira e segunda instâncias, a Justiça paulista rejeitou a indenização ao profissional. 

– [É] um processo judiciário que, desde o início, me condena, insiste em dizer o absurdo de que não há prova de que foi a polícia que atirou no meu olho. Insiste em defender que eu sou o único responsável por estar naquela situação, como se o papel do fotógrafo e da imprensa não fosse estar presente no local – acrescentou.

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