Rio de Janeiro, 11 de Junho de 2026

Promotores paulistas veem digitais do ‘Dark Horse’ na prefeitura de SP

Investigações apontam para desvios de recursos públicos na gestão de Ricardo Nunes, envolvendo contrato de R$ 108 milhões com o Instituto Conhecer Brasil para o filme 'Dark Horse'.

Terça, 02 de Junho de 2026 às 20:22, por: CdB

O documento foi assinado quando a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia era comandada por Lima e, na véspera, a pasta foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Civil paulista.

Por Redação – de São Paulo

Ex-secretário de Inovação e Tecnologia na gestão do prefeito paulistano Ricardo Nunes (MDB), o deputado Bruno Lima (Podemos-SP) está ligado, segundo apuração do Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo, ao contrato de R$ 108 milhões firmado pela prefeitura e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), instituição que produziu o filme ‘Dark Horse’, sobre a vida do então mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL). A película está prestes a ser finalizada.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sob suspeita

O documento foi assinado quando a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia era comandada por Lima e, na véspera, a pasta foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Civil paulista, que investiga suspeitas de desvios de recursos públicos para a produção do filme. À época, Bruno Lima era secretário de Ricardo Nunes (MDB) e assinou a parceria com o ICB para instalação de pontos de Wi-Fi gratuito na capital paulista.

Em 2022, Lima foi eleito deputado e obteve a sexta melhor votação do Estado. Um ano depois, em fevereiro de 2023, no entanto, licenciou-se do mandato para assumir o comando da secretaria municipal. Conforme apurou o diário conservador paulistano Folha de S. Paulo (FSP), Lima era filiado ao PP e o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira, o conduziu ao cargo em uma articulação com Ricardo Nunes, para garantir o apoio da legenda à campanha de reeleição do prefeito.

 

Desvios

O então deputado licenciado esteve à frente da Secretaria de Inovação e Tecnologia até julho de 2024, cerca de um mês depois da assinatura do termo de colaboração entre a pasta e o ICB. No início da manhã passada, tanto a repartição estadual comandada por Lima; a residência de Karina Ferreira da Gama, dona do ICB, e duas empresas ligadas a ela foram alvo de mandados de busca e apreensão.

A operação da Polícia Civil comandada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e supostamente aliado ao bolsonarismo, apura agora as suspeitas de desvios de recursos destinados ao projeto de Wi-Fi gratuito para a produção de ‘Dark Horse’. O caso ganhou repercussão por envolver uma parceria milionária da gestão Ricardo Nunes e a produtora relacionada ao filme. A investigação apura se houve uso irregular de recursos públicos no contrato firmado entre a prefeitura e o ICB.

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