O documento foi assinado quando a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia era comandada por Lima e, na véspera, a pasta foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Civil paulista.
Por Redação – de São Paulo
Ex-secretário de Inovação e Tecnologia na gestão do prefeito paulistano Ricardo Nunes (MDB), o deputado Bruno Lima (Podemos-SP) está ligado, segundo apuração do Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo, ao contrato de R$ 108 milhões firmado pela prefeitura e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), instituição que produziu o filme ‘Dark Horse’, sobre a vida do então mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL). A película está prestes a ser finalizada.

O documento foi assinado quando a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia era comandada por Lima e, na véspera, a pasta foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Civil paulista, que investiga suspeitas de desvios de recursos públicos para a produção do filme. À época, Bruno Lima era secretário de Ricardo Nunes (MDB) e assinou a parceria com o ICB para instalação de pontos de Wi-Fi gratuito na capital paulista.
Em 2022, Lima foi eleito deputado e obteve a sexta melhor votação do Estado. Um ano depois, em fevereiro de 2023, no entanto, licenciou-se do mandato para assumir o comando da secretaria municipal. Conforme apurou o diário conservador paulistano Folha de S. Paulo (FSP), Lima era filiado ao PP e o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira, o conduziu ao cargo em uma articulação com Ricardo Nunes, para garantir o apoio da legenda à campanha de reeleição do prefeito.
Desvios
O então deputado licenciado esteve à frente da Secretaria de Inovação e Tecnologia até julho de 2024, cerca de um mês depois da assinatura do termo de colaboração entre a pasta e o ICB. No início da manhã passada, tanto a repartição estadual comandada por Lima; a residência de Karina Ferreira da Gama, dona do ICB, e duas empresas ligadas a ela foram alvo de mandados de busca e apreensão.
A operação da Polícia Civil comandada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e supostamente aliado ao bolsonarismo, apura agora as suspeitas de desvios de recursos destinados ao projeto de Wi-Fi gratuito para a produção de ‘Dark Horse’. O caso ganhou repercussão por envolver uma parceria milionária da gestão Ricardo Nunes e a produtora relacionada ao filme. A investigação apura se houve uso irregular de recursos públicos no contrato firmado entre a prefeitura e o ICB.