A aliança foi possível após França, que queria ser candidato a senador ou governador, ceder e aceitar a vice. Aliados de Haddad avaliam que ele soma à chapa votos em regiões de São Paulo onde o PT tem pouca força, como a Baixada Santista.
14h54 – de São Paulo
Ex-governador paulista e ex-ministro, Márcio França (PSB) será vice na chapa do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o Governo do Estado de São Paulo. As também ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) disputarão as vagas ao Senado no Estado.

A decisão ocorreu na noite passada, após conversa dos quatro políticos e de dirigentes partidários com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio da Alvorada. Lula acompanha de perto a construção da aliança em São Paulo porque o Estado tem o eleitorado mais numeroso do país, o que torna ainda mais importante a existência de um palanque forte para seu nome.
A aliança foi possível após França, que queria ser candidato a senador ou governador, ceder e aceitar a vice. Aliados de Haddad avaliam que ele soma à chapa votos em regiões de São Paulo onde o PT tem pouca força, como a Baixada Santista.
Ataques
Além disso, há a avaliação de que França tem um perfil de confronto político que falta a Haddad. Devem ficar por conta do vice os principais ataques ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará reeleição.
França ponderou, no encontro com Lula, que poderia ajudar o presidente sendo candidato a governador pelo PSB. Assim, ele tomaria votos de Tarcísio e forçaria um segundo turno entre Haddad e o atual governador no Estado. A manobra, pensou, beneficiaria o presidente porque evitaria uma perda de volume da campanha petista em São Paulo na disputa do segundo turno.
Mas aliados de Lula avaliam que se for reeleito no primeiro turno, Tarcísio não se empenhará no segundo para pedir votos para Flávio Bolsonaro (PL).