Rio de Janeiro, 04 de Agosto de 2026

Lula conta com o apoio de Alckmin e Haddad para o plano econômico

Lula pretende incluir no programa uma sinalização de ajuste das contas públicas, a redução de gastos de empresas estatais e a defesa de um arcabouço fiscal mais restritivo.

Terça, 04 de Agosto de 2026 às 20:26, por: CdB

Lula pretende incluir no programa uma sinalização de ajuste das contas públicas, a redução de gastos de empresas estatais e a defesa de um arcabouço fiscal mais restritivo.

Por Redação – de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu que o seu candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e o economista Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda e postulante ao Palácio dos Bandeirantes, participem na formulação das propostas econômicas de um eventual quarto mandato. A avaliação no entorno do presidente é que os dois aliados têm credibilidade junto ao mercado financeiro e poderão ajudar a diminuir resistências no setor produtivo. 

Haddad e Alckmin
Haddad e Alckmin participam da campanha de Lula

Lula pretende incluir no programa uma sinalização de ajuste das contas públicas, a redução de gastos de empresas estatais e a defesa de um arcabouço fiscal mais restritivo. A proposta em discussão prevê mudanças nas regras fiscais atuais.

Atualmente, o arcabouço limita o aumento das despesas primárias do governo federal a uma parcela do crescimento das receitas. A ideia, segundo apurou o canal norte-americano de TV ‘CNN Brasil’, é reduzir o número de exceções permitidas pela regra, entre elas despesas voltadas à modernização das Forças Armadas e a ajuda emergencial a estatais.

 

Despesas

Outro ponto em análise é tornar mais apertado o limite de crescimento dos gastos públicos. Atualmente, o intervalo de expansão das despesas vai de 0,6% a 2,5% acima da inflação prevista para o ano.

Na equipe do governo, há setores que apoiam a edição de novas regras, desde que sejam apresentadas com a promessa de aprovação já no primeiro ano de um eventual novo mandato. A gestão petista tende a encerrar o ano com gastos equivalentes a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) fora das restrições do arcabouço fiscal em vigor.

O déficit ocorre em meio à campanha eleitoral.

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