Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Presidente aponta desgaste do STF no julgamento do caso Master

Lula descreveu o cenário que envolve o empresário e figuras de proa do Executivo anterior, do Legislativo e do próprio Judiciário como inaceitável para a sociedade brasileira.

Sexta, 18 de Setembro de 2026 às 20:27, por: CdB

Lula descreveu o cenário que envolve o empresário e figuras de proa do Executivo anterior, do Legislativo e do próprio Judiciário como inaceitável para a sociedade brasileira.

13h24 – de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula (PT) da Silva não poupou críticas à condução de investigações dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) e classificou com profunda preocupação o envolvimento de integrantes da Corte com os esquemas do liquidado Banco Master. Ao analisar a crise que atinge o Judiciário e o impacto do escândalo centralizado na figura do empresário e banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extingo Banco Master, Lula apontou retenção de provas durante a condução das apurações.

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— E ainda não saiu tudo, porque o senhor André Mendonça tinha muitas informações nas mãos e segurou — afirmou o presidente.

Lula ponderou, no entanto, que o conteúdo na íntegra virá a público em breve:

— Vai sair tudo porque o ministro Zanin, o ministro Flávio Dino e o ministro Gilmar já têm as fitas que estavam só com o André – acho que todos os ministros têm e uma parte da imprensa já tem.

 

Relevância

Lula descreveu o cenário que envolve o empresário e figuras de proa do Executivo anterior, do Legislativo e do próprio Judiciário como inaceitável para a sociedade brasileira.

— Vejo esse cenário com muita tristeza, a crise no STF. A sociedade não tem como aceitar isso como normal”, afirmou. Lula destacou como a instituição financeira ganhou relevância no mercado e acabou sob investigação policial: “O governo Bolsonaro fez ele virar banqueiro, um ninguém, e esse cidadão virou prisioneiro no meu governo — acrescentou.

As mensagens obtidas no âmbito do processo expõem, segundo o presidente, uma ampla teia de cooptação institucional.

— Se você for ver nas fitas, ele corrompeu todo mundo, patrocinava orgias, envolveu gente da Suprema Corte, do Legislativo, todo mundo. Contamina tudo. Tem muita gente com medo na República. Era orgia e mais orgia, uma sacanagem. Essa baixaria tem que acabar na política — afirmou o presidente.

Democracia

Diante da situação, o presidente ressaltou que, embora reconheça atuações relevantes no passado, condutas impróprias não devem ser chanceladas. O chefe do Governo recordou ainda um encontro direto que teve com Vorcaro, ocasião em que o executivo fez reclamações sobre o tratamento dispensado ao seu negócio.

— Esse Vorcaro me procurou um dia, reclamando, e lhe disse que ninguém é perseguido, e disse que vamos investigar, e se houvesse algo incorreto fecharíamos. E fechamos — resumiu o presidente, na entrevista.

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