Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Diante dificuldades no acesso ao eleitor, PT reestrutura a campanha

O PT também reconheceu atraso na distribuição de material gráfico aos filiados pelo país, problema que, segundo relatos, começou a ser corrigido nos últimos dias.

Segunda, 14 de Setembro de 2026 às 17:46, por: CdB

O PT também reconheceu atraso na distribuição de material gráfico aos filiados pelo país, problema que, segundo relatos, começou a ser corrigido nos últimos dias.

Por Redação – de Brasília

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estrutura, com agilidade, uma mudança na estratégia digital para as duas semanas que restam na campanha eleitoral. O objetivo será ampliar a presença do candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva, nas redes sociais, especialmente entre os eleitores mais jovens. A nova orientação inclui lives, vídeos verticais e gravações em formato de ‘selfie’, no contato direto com o eleitor.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva;

A decisão ocorre após pressão de aliados e em meio à avaliação interna de que a campanha precisa ajustar sua comunicação diante da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e da aproximação entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas eleitorais. Na noite passada, Lula realizou sua primeira ‘live’, nessa nova estratégia.

Lula transmitiu no aplicativo Zoom, segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil, a confiança de que os novos formatos de comunicação tornam-se mais eficazes, embora ainda haja dificuldade para encaixar a produção desses conteúdos no prazo exíguo da agenda presidencial e eleitoral.

Métricas

A ideia da equipe é fazer com que Lula apareça em vídeos gravados na vertical, em linguagem mais próxima da utilizada no Instagram e no TikTok. A avaliação da campanha, baseada também em métricas de desempenho, é que esse tipo de publicação tem maior capacidade de reter a atenção do público e de ampliar o compartilhamento das mensagens.

A mudança de rota foi impulsionada por um diagnóstico interno de que a campanha demorou a reagir em algumas frentes. O coordenador-geral da campanha, jornalista Edinho Silva, admitiu na quinta-feira, em conversa com jornalistas, que a nova conjuntura exige ajustes na estratégia petista.

O PT também reconheceu atraso na distribuição de material gráfico aos filiados pelo país, problema que, segundo relatos, começou a ser corrigido nos últimos dias.

Desempenho

Nos discursos, pronunciamentos, comícios e publicações nas redes sociais, Lula passou a reforçar a defesa da quebra “completa” do sigilo dos casos do Banco Master e do INSS. O presidente também tem defendido investigações “doa a quem doer”, em uma tentativa de se afastar politicamente das crises e enquadrar o debate no campo da apuração ampla.

A adesão aos novos formatos, no entanto, vinha enfrentando resistência do próprio Lula. Aliados avaliavam que vídeos em “selfie” poderiam deixá-lo pouco à vontade e transmitir uma imagem artificial, com menor poder de convencimento. A leitura interna é que o desempenho do presidente é mais eficaz quando ele aparece de forma espontânea, reforçando a percepção de que é uma “pessoa de verdade”.

Lula também já havia manifestado incômodo com a condução de suas redes sociais durante o mandato. Após a troca da equipe do ex-ministro Paulo Pimenta pela do marqueteiro Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação da Presidência da República, os perfis do presidente passaram a adotar uma linguagem diferente, com uso de memes e publicações mais descontraídas, inclusive com animais.

Segundo relatos, Lula considerou que parte do conteúdo não parecia “coisa séria” e orientou a equipe a reduzir o tom jocoso.

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