A declaração, no Expo Center Norte, Zona Norte da capital paulista, durante o encontro que confirmou a chapa Lula-Alckmin para as eleições de outubro, ocorreu ao lado de representantes dos sete partidos que apoiam a candidatura.
Por Redação – de São Paulo
Ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo do Estado de São Paulo, o economista Fernando Haddad afirmou, neste domingo, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representa a defesa da soberania brasileira “sem botar boné de presidente de nenhum outro país”. Em discurso na convenção que oficializou a candidatura do presidente à reeleição, Haddad também exaltou a manutenção de Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente.

A declaração, no Expo Center Norte, Zona Norte da capital paulista, durante o encontro que confirmou a chapa Lula-Alckmin para as eleições de outubro, ocorreu ao lado de representantes dos sete partidos que apoiam a candidatura: PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT.
Em frente
Ao abordar a política externa, Haddad afirmou que o Brasil precisa manter uma posição independente diante de governos estrangeiros e das pressões internacionais. Sem citar nominalmente qualquer presidente de outro país, o ex-ministro associou Lula à defesa dos interesses nacionais.
— Nós temos o desafio de nos próximos 60 dias levar a verdade para a população, dizer que o Brasil está sendo reconstruído e vai continuar seguindo em frente, de cabeça erguida, sem baixar a cabeça para presidente de nenhum outro país, sem botar boné de presidente de nenhum outro país, defendendo os interesses nacionais independentemente do teor das ameaças que possam nos ser feitas — afirmou.
‘Mar revolto’
Haddad também utilizou a metáfora de um “mar revolto” para descrever o cenário internacional, marcado, segundo ele, por guerras e pelo crescimento de movimentos de extrema direita na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina.
— Num momento como esse de mar revolto, você precisa de um marujo confiável, experiente, de uma pessoa que sabe manejar o barco, manejar o navio, que sabe acionar os instrumentos necessários para proteger o Brasil, para preservar a nossa soberania, para preservar a nossa altivez e a nossa voz nos fóruns internacionais — concluiu.