Rio de Janeiro, 02 de Agosto de 2026

Candidato à reeleição, Lula anuncia programa social para os idosos

Segundo o presidente, que deixará o Palácio do Planalto com 84 se for eleito no dia 4 de outubro, o país precisa conhecer a questão social em que se transformou a Terceira Idade.

Domingo, 02 de Agosto de 2026 às 14:33, por: CdB

Segundo o presidente, que deixará o Palácio do Planalto com 84 se for eleito no dia 4 de outubro, o país precisa conhecer a questão social em que se transformou a Terceira Idade.

Por Redação – de São Paulo

Presidente do Brasil, o torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi escolhido pela legenda que fundou no dia 10 de fevereiro de 1980 para um quarto e último mandato. Aos 80 anos, Lula quer “sair pra passear” após encerrar a carreira política, ao mesmo tempo em que anuncia um programa voltado para os idosos brasileiros, uma nova proposta do criador do ‘Bolsa Família’ que chega agora aos eleitores de um país que envelhece rapidamente.

Lula, candidato
Aos 80 anos, o presidente Lula se diz muito mais preparado do que quando tinha 57

— Quero pagar uma dívida para com os idosos desse país. É preciso que a gente saiba que a população envelheceu e (…) nem sempre o filho que a mãe pariu cuida dela quando ela está velha, da mesma forma como ela cuidou dele quando ele fazia xixi e cocô nas fraldas. Era ela que cuidava dele. Ela que o ensinou a comer. Ela que o ensinou a andar. Ela que acordou de madrugada pra matar a fome dele com o peito — enfatizou.

Namorar

Segundo o presidente, que deixará o Palácio do Planalto com 84 se for eleito no dia 4 de outubro, o país precisa conhecer a questão social em que se transformou a Terceira Idade.

— Temos muitos velhos abandonados hoje. Muitas pessoas que a família não quer, porque tem algum tipo de doença. Se tiver mal de Parkinson ou Alzheimer, o velhinho fica escondido numa sala na frente de uma televisão. Isso é uma coisa que eu quero, que eu sonho, que nós vamos fazer. Nós precisamos criar um programa para o idoso não para ele ficar trancado. Queremos que ele tenha um lugar em que ele possa nadar, possa dançar, possa ler, possa ver filme, possa caminhar, possa fazer o que ele quiser. Até namorar, se ele encontrar uma parceira! — acrescentou, sob os aplausos do público que lotava um dos pavilhões do Expocenter Norte, na capital paulista.

 

Preparado

Franco favorito dos eleitores brasileiros para realizar um quarto mandato, Lula sai em defesa dos idosos “não é porque tenho 80 anos, não”.

— Tenho 80 anos, mas quero que vocês saibam. Isso é uma confissão minha. Hoje, com 80 anos, pelo fato de ter me preparado, estou infinitamente melhor do que quando em tinha 57 anos e comecei meu primeiro mandato. Sabem por que? Porque tomei uma decisão na minha vida. Não vou conseguir parar a rotação da Terra. Portanto, os anos vão passando (…) e no ano que vem já terei 81 — constatou.

 

Defesa

A nova missão pessoal do líder brasileiro, no entanto, é a mais difícil.

— Quero brigar com a velhice. Por isso, levanto 5h30 todo dia. Por isso faço perna. Por isso faço braço. Por isso ando uma hora e hoje eu corro a 8 km/h, coisa que não anda 4km/h com 57 (anos). Quero vencer a velhice. Não quero andar arrastando a perna. Por isso digo para as pessoas de idade: “se mexam, pelo amor de Deus! Não será o médico que irá curar você” — afirmou.

 

O presidente, em seu discurso de mais de uma hora, também abordou pautas para um novo mandato, como a Educação, o desenvolvimento econômico e a Defesa do país, “para que ninguém se meta a besta” com o Brasil, advertiu.

Aliança

Antes de Lula assumir a palavra, o presidente do PT, Edinho Silva, agradeceu aos partidos que compõem a aliança da esquerda, representada pela coligação de PT, PCdoB, PV, PSB, PDT e federação PSOL/Rede. Ele anunciou, durante a convenção do PT, em São Paulo (SP): “Homologamos, oficializamos agora Lula presidente e Alckmin vice”.

— Agora é oficial. Acabamos de homologar. Terminou neste exato momento a nossa convenção oficial e daqui a pouco vamos dar início ao nosso ato político. Viemos aqui também para celebrar essa construção política, que é histórica — declarou Edinho Silva.

 

Escolha

Segundo Edinho Silva,“o Brasil terá que neste ano fazer uma escolha que é muito mais do que é uma eleição”.

— A eleição no nosso país também vai significar o futuro da América do Sul, o futuro da América Latina e o que será o mundo democrático daqui para a frente. A eleição no Brasil terá impacto no mundo. Terá impacto no Brasil, que terá que fazer uma escolha. Teremos que escolher entre o país do autoritarismo, do ódio, da intolerância, do negacionismo, do desmatamento, da fome, da corrida atrás de ossos, o Brasil do entreguismo, o Brasil que vira as costas para seu povo. Ou teremos que fazer a escolha do Brasil soberano, do Brasil que luta pelos interesses do nosso país, do Brasil que luta pelas nossas riquezas naturais, do Brasil que quer desenhar futuro para o nosso povo, o povo brasileiro — concluiu.

Edições digital e impressa