Rio de Janeiro, 31 de Julho de 2026

Campanha avalia que Lula deve conceder entrevistas e evitar debates

Uma fonte comentou por telefone nesta manhã, à reportagem do Correio do Brasil, que o presidente aceitará o convite de todas as emissoras nas mesmas condições de tempo, mas o local da conversa precisará, necessariamente, ser o Palácio do Planalto.

Sexta, 31 de Julho de 2026 às 21:01, por: CdB

Uma fonte comentou por telefone nesta manhã, à reportagem do Correio do Brasil, que o presidente aceitará o convite de todas as emissoras nas mesmas condições de tempo, mas o local da conversa precisará, necessariamente, ser o Palácio do Planalto.

Por Redação – de Brasília

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia a ausência do candidato à reeleição nos debates de primeiro turno. Para compensar, Lula concederia entrevistas exclusivas para as emissoras de televisão interessadas em ouvi-lo durante a campanha.

Lula, em entrevista, prometeu continuar na carreira política e "levantar o moral da tropa"
Lula, em entrevista, prometeu continuar na carreira política e “levantar o moral da tropa”

Uma fonte comentou por telefone nesta manhã, à reportagem do Correio do Brasil, que o presidente aceitará o convite de todas as emissoras nas mesmas condições de tempo, mas o local da conversa precisará, necessariamente, ser o Palácio do Planalto, para evitar o deslocamento até os estúdios das TVs.

De antemão, o canal de TV por assinatura Globonews já anunciou que entrevistará o presidente, assim como os demais candidatos. Até agora, a Record e o SBT já aceitaram entrevistá-lo nestas condições. A decisão em curso reforça a estratégia da campanha de Lula para o primeiro turno de evitar o confronto com os demais postulantes.

 

Pesquisa

Segundo a fonte, a tendência de se afastar dos holofotes na primeira fase da campanha foi reforçada nesta sexta-feira com os números da pesquisa Alfa Inteligência, por encomenda da Transamérica Media Company (TMC). As entrevistas ocorreram entre os dias 23 e 28 de julho de 2026, em nível nacional. A liderança de Lula se cristaliza de forma expontânea entre os eleitores.

Segundo o levantamento, no principal cenário estimulado para o primeiro turno, o presidente Lula (PT) lidera com 43% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Flávio Bolsonaro (PL), com 29%, Ronaldo Caiado (PSD), com 7%, Romeu Zema (Novo), com 6%, e Renan Santos, com 3%.

Na comparação com a pesquisa nacional realizada pela Alfa Inteligência em junho, Lula avançou três pontos percentuais, passando de 40% para 43%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 31% para 29%.

 

Segundo turno

Nos cenários de segundo turno, Lula também aparece à frente de todos os adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, registra 48% contra 41%. Contra Ronaldo Caiado, vence por 45% a 40%. Diante de Romeu Zema, marca 46% contra 37%; e contra Renan Santos, registra 46% a 32%.

A pesquisa mostra, ainda, uma melhora substancial na avaliação do presidente Lula em relação ao levantamento realizado em junho. A aprovação da forma de governar passou de 42% para 47%, enquanto a desaprovação recuou de 56% para 51%. Outros 2% não souberam ou preferiram não responder.

O estudo ouviu 2,7 mil eleitores, com 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 28 de julho de 2026. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral.

 

‘Bobagem’

A indicação de que Lula se ausentará dos debates iniciais já havia sido externada pelo próprio pré-candidato no podcast Inteligência Ltda., comandado pelo apresentador Rogério Vilela. Durante mais de duas horas de bate-papo sem vetos ou pautas pré-combinadas, na véspera, o chefe do Executivo percorreu toda a sua trajetória: da infância miserável no agreste pernambucano à liderança do maior partido de esquerda da América Latina, passando pela prisão em Curitiba, os triunfos econômicos e os desafios do governo.

Sem desviar de temas espinhosos, Lula entregou declarações de forte impacto político e eleitoral, quando adiantou que haveria limites sobre sua participação em debates. 

— Eu, como presidente da República, não vou para debate para ouvir bobagem. Não vou. Depois que já estiver tudo organizado, eu quero saber qual é o nível do debate. Se for para um debate que não sirva para informar a população e politizá-la, por que eu vou? Para responder sacanagem? Fazer debate com cara que não tem compromisso com ninguém? — questionou Lula.

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