Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

Deputado do PSOL, Yuri Moura é alvo de pedido de punição por filiados

O grupo aponta que a conduta é reincidente. Em 2024, o deputado já havia gravado um vídeo de apoio a Daniel Soranz, então secretário de Saúde da gestão Eduardo Paes.

Quarta, 05 de Agosto de 2026 às 21:04, por: CdB

O grupo aponta que a conduta é reincidente. Em 2024, o deputado já havia gravado um vídeo de apoio a Daniel Soranz, então secretário de Saúde da gestão Eduardo Paes.

Por Redação – do Rio de Janeiro

O deputado estadual Yuri Moura (PSOL-RJ), candidato à reeleição, é alvo de um pedido de investigação na Comissão Nacional de Ética do partido, protocolado por um grupo de filiados. Segundo os signatários, o apoio público do parlamentar a candidatos do PSD configura infidelidade.

Yuri Moura
O deputado estadual Yuri Moura (PSOL-RJ) tem votos no interior do Estado

O grupo aponta que a conduta é reincidente. Em 2024, o deputado já havia gravado um vídeo de apoio a Daniel Soranz, então secretário de Saúde da gestão Eduardo Paes.

O deputado, em pronunciamento encaminhado ao Correio do Brasil, respondeu às críticas do grupo partidário. 

— Sou o único deputado do PSOL eleito no interior, cheguei por trabalho de base, de entrega, sou da esquerda popular, não da sectária. Também sou único deputado estadual eleito na Região Serrana e Centro-Sul Fluminense, o único do partido; além de Boulos que foi ao segundo turno nas eleições de 2024. Espero que meus companheiros e companheiras de partido entendam isso! — afirmou.

 

‘Golpe’

Segundo o parlamentar, “o prefeito Canelinha está saindo do União Brasil e indo para a base de Lula, o vereador Léo Correa mais votado de Paraíba do Sul é meu aliado e apoiador, destinei mais de um milhão e meio de reais para o município, entregamos 150 tablets para as agentes comunitárias de saúde e temos projetos de educação popular nesta cidade que amo e sou cidadão honorário”.

— Estar em um evento como esse não significa dar apoio à qualquer candidatura. Significa saber fazer política nas cidades, trazer para a base de Lula o máximo de mandatários e votos possíveis (…) Se correntes internas do partido querem eleger os seus, precisam fazer isso no voto, não dando golpe! — concluiu.

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