Operação Emenda Fantasma apura pagamento por ambulâncias que não chegaram ao município de Santarém.
Por Redação, com ACS e ABr – de Brasília
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, a operação Emenda Fantasma, com o objetivo de investigar irregularidades na aplicação de recursos públicos federais destinados à saúde no município de Santarém.

As investigações indicam pagamento antecipado e integral, com recursos do Fundo Nacional de Saúde, para aquisição de ambulâncias que não foram entregues à administração municipal, evidenciando indícios de desvio de finalidade e possível apropriação indevida de verbas públicas.
Apura-se a possibilidade de atuação coordenada entre agentes públicos e representantes da empresa contratada, com o objetivo de conferir aparência de regularidade à despesa, mediante possível inserção de informações inverídicas em documentos oficiais.
Por determinação judicial, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios paraenses de Santarém e de Ananindeua. Também foram autorizadas medidas cautelares, como acesso a dados eletrônicos, afastamento de servidores públicos, suspensão das atividades da empresa investigada e diligências para localização dos bens contratados.
Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de peculato e de falsidade ideológica, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados no curso das investigações.
São Paulo
Ao menos 900 policiais atuaram nesta quinta-feira em uma operação da Polícia Militar de São Paulo, para combater o tráfico de drogas e os roubos na modalidade “quebra-vidros” na capital paulista.
Chamada de Impacto Media Urbs II, a operação conta com 290 viaturas, três blindados e uma aeronave com o objetivo de atacar simultaneamente dois pontos da cadeia criminosa: a logística do tráfico de drogas e os crimes patrimoniais, como roubos e furtos.
Segundo a PM, cães farejadores e drones auxiliaram na varredura e monitoramento das áreas, o que permite ações estratégicas para identificar e desarticular estruturas criminosas.
– A operação responde com escala e tecnologia ao que o crime organizado construiu ao longo do tempo, por isso estamos atuando de forma coordenada contra quem usa o espaço público para o tráfico e para o crime patrimonial. O objetivo é desestabilizar essas estruturas de forma duradoura, não apenas deslocá-las – afirmou o secretário-executivo da Segurança Pública de São Paulo, coronel Henguel Ricardo Pereira.