Rio de Janeiro, 05 de Abril de 2026

Dirceu confia na vitória de Lula em ‘momento de inflexão’ do eleitorado

José Dirceu acredita em um ponto de inflexão do eleitorado brasileiro e confirma planos para retornar ao Legislativo em meio a tensões políticas.

Domingo, 05 de Abril de 2026 às 15:14, por: CdB

Dirceu confirma, também, seus planos para disputar as eleições e retornar ao Legislativo.

Por Redação – de Brasília

O ex-ministro José Dirceu (PT), do alto de seus 80 anos, acredita que o Brasil se aproxima de um ponto de inflexão do eleitorado brasileiro.

Dirceu confia na vitória de Lula em ‘momento de inflexão’ do eleitorado | O ex-ministro José Dirceu confirma seu objetivo de voltar à Câmara
O ex-ministro José Dirceu confirma seu objetivo de voltar à Câmara

— Em algum momento teremos que refundar o Estado brasileiro. Mas não vejo hoje maioria no país para fazermos isso — afirmou o líder petista, em entrevista à jornalista Monica Bergamo, no diário conservador paulistano Folha de S.Paulo, neste domingo.

Dirceu confirma, também, seus planos para disputar as eleições e retornar ao Legislativo. Segundo o ex-deputado, o país atravessa um cenário de tensão política e institucional que exigirá reformas amplas — envolvendo Executivo, Legislativo e Judiciário — para preservar a democracia.

Dirceu avalia que o ambiente atual, marcado por crises e escândalos, não pode impedir o debate sobre temas estruturais. Segundo o ex-ministro, há uma desconexão entre a agenda política e os problemas centrais do país.

 

Master

José Dirceu, em face dos episódios recentes, como os casos envolvendo o Banco Master e o INSS, observa o deslocamento do foco de pautas que vinham ganhando apoio popular, como a reforma tributária e propostas de taxação de setores específicos.

— Os escândalos se sobrepuseram a tudo — afirmou.

Ainda assim, o pré-candidato ao Legislativo antevê que a disputa eleitoral deve retomar o debate sobre questões estratégicas, como desenvolvimento econômico, soberania nacional e transformação tecnológica.

— O Brasil tem problemas muito mais graves para enfrentar e resolver, como a guerra, a desestruturação da Petrobras, a segurança pública, a educação, a ciência e a tecnologia — concluiu.

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