A autonomia entre instituições sindicais e partidos fortalece a representação dos trabalhadores e amplia a qualidade da participação política nas eleições.
Por João Guilherme Vargas Netto – de São Paulo
O sindicato de trabalhadores e o partido político são duas instituições importantes na prática da democracia. E, por ocasião das eleições gerais, estas duas instituições revelam suas potencialidades e seus limites.

A instituição sindical, no Brasil, representa o conjunto de trabalhadores de uma determinada categoria e, portanto, não pode “ter” partido. E o partido, além de sua influência, não devem utilizar-se do sindicato como “correia de transmissão”.
Nem sempre foi assim, nem mesmo no Brasil.
Em países da Europa, por exemplo, até quase o final do século passado, era comum a presença cruzada de dirigentes partidários em direções sindicais e vice-versa. Esta prática já foi abandonada.
Singularidade
Aqui no Brasil, com a singularidade na época da transição da ditadura para a democracia, os papeis do sindicato e do partido se confundiam e isto durou até a Constituição de 1988 que estabeleceu as diferenças entre as duas instituições.
Como participar da campanha eleitoral (além de dar o voto)? Para os cidadãos o caminho é o partidário; para os sindicatos é a influência de um partido, ou de alguns, que defendem os interesses dos trabalhadores e naturalmente conquistam a simpatia dos dirigentes e ativistas sindicais que se transforma em apoio eleitoral.
Confiança no candidato é a base da escolha eleitoral no sindicalismo.
Todo dirigente e ativista sindical preocupado em completar, desde já, sua “cola” eleitoral, sabe que a primeira indicação para voto é a confiança no candidato.
Esta confiança decorre do tempo transcorrido e das experiências mútuas.
O candidato deve pertencer a um partido que, seguramente, defenda os interesses dos trabalhadores; além do mais, ele próprio, deve merecer por sua atitude (buscando a reeleição ou a eleição) o endosso do dirigente.
A escolha da chapa ideal precede idealmente a “cola” ainda passível de numeração.
Pelas regras eleitorais existem alguns obstáculos a serem superados e tropeços a serem evitados, pelos dirigentes e pelos ativistas – principalmente os associados e diretores que concorram a cargos eletivos – de modo a não prejudicar a campanha nem prejudicar a si próprio.
A cada dois anos, quando há eleições, o DIAP edita um folheto com todas as instruções para uma campanha efetiva, segura e correta.
Mas, em caso de dúvida, eu procuraria o conselho ou a orientação da presidenta do DIAP, Maria Rita e dos diretores Neurimberg e André Luiz e dos consultores Toninho do DIAP e Zilmara Alencar. Estes são os meus caminhos de confiança.
João Guilherme Vargas Netto, é consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo.
As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Correio do Brasil