Rio de Janeiro, 09 de Junho de 2026

Defesa e soberania são pilares de plano para quarto governo Lula

O novo programa de governo do PT para a reeleição de Lula foca na defesa da soberania, fortalecimento da democracia e redução das desigualdades sociais, segundo José Sergio Gabrielli.

Terça, 09 de Junho de 2026 às 19:56, por: CdB

Segundo o ex-presidente da Petrobras e hoje um dos coordenadores da campanha petista, o novo programa partirá da experiência acumulada pelos governos anteriores.

16h54 – de Brasília

O programa de governo que o PT estabelece, para uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá como pilares a defesa da soberania nacional, o fortalecimento da democracia e a redução das desigualdades sociais. As diretrizes foram detalhadas por José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e coordenador da elaboração do plano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Segundo o ex-presidente da Petrobras e hoje um dos coordenadores da campanha petista, o novo programa partirá da experiência acumulada pelos governos anteriores, mas buscará responder aos desafios contemporâneos enfrentados pelo país e pelo cenário internacional.

— Temos quatro mandatos e meio governando o Brasil. Vamos partir do que já realizamos, mas é evidente que teremos coisas novas para os próximos desafios — afirmou, em entrevista ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo (FSP), nesta terça-feira.

 

Investimento

Entre os temas centrais do documento estará a defesa de uma política econômica voltada ao crescimento, com maior espaço para investimentos públicos e privados dentro das regras fiscais. De acordo com o coordenador, o arcabouço fiscal não pode se transformar em um obstáculo para a expansão da atividade econômica.

— Não é possível retomar o crescimento com as atuais taxas de juros, nem concordar que a única maneira de combater a inflação é com o aumento do desemprego. O arcabouço não pode ser usado como argumento para impedir crescimento e investimento — adiantou Gabrielli.

A proposta também deverá resgatar compromissos que não avançaram durante o atual governo. Entre eles estão a regulamentação do trabalho por aplicativos.

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