Na avaliação de Felipe Nunes, o bolsonarismo se mantém consolidado em torno de Flávio Bolsonaro, mas o mesmo não ocorre com outros segmentos da direita e da centro-direita.
Por Redação – de São Paulo
Na análise do professor e diretor da Quaest, Felipe Nunes, acerca da pesquisa divulgada nesta quarta-feira, os eleitores independentes e da direita não-bolsonarista reduziram o apoio ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ajudaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a ampliar sua vantagem nas simulações eleitorais de 2026. No primeiro turno estimulado, o presidente aparece com 39%, contra 29% do senador, uma diferença de 10 pontos percentuais.

Na avaliação de Felipe Nunes, o bolsonarismo se mantém consolidado em torno de Flávio Bolsonaro, mas o mesmo não ocorre com outros segmentos da direita e da centro-direita.
— O bolsonarismo continua firme com Flávio (94%), mas a direita não-bolsonarista aparece bem menos adepta a Flávio no 1º turno — afirmou o cientista político, em entrevista a um canal de TV por assinatura.
Indecisos
Segundo Nunes, esse grupo já começa a se dividir entre diferentes nomes.
— Já são 11% deles com intenção de votar em Renan, 10% em Lula e 6% em Caiado — acrescentou Nunes.
No cenário geral de primeiro turno, Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem com 3% cada. Aécio Neves e Romeu Zema têm 2% cada, enquanto os indecisos somam 10%.
Trabalho
Ainda segundo o estudo, a aprovação do governo Lula subiu para 47%, enquanto a desaprovação ficou em 48%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O resultado indica melhora na avaliação do presidente em relação às rodadas anteriores da Quaest.
Em maio, 46% aprovavam o trabalho de Lula e 49% desaprovavam. Em abril, a aprovação era de 43%, ante 52% de desaprovação. Com a nova rodada, a diferença entre os dois indicadores caiu para apenas um ponto percentual.
No recorte geral, 5% dos entrevistados não souberam ou não responderam à pergunta sobre aprovação do governo. A pesquisa perguntou aos eleitores se aprovam ou desaprovam o trabalho que o presidente Lula está fazendo.